Greve arranca nova proposta da direção da Latasa

Trabalhadores aprovam nova proposta, com valor maior de abono e promessa de correção de defasagem nos salários

Trabalhadores aprovam nova proposta, com valor maior de abono e promessa de correção de defasagem nos salários

Depois de paralisações e uma greve deflagrada na manhã dessa quinta-feira, dia 31, os trabalhadores da Latasa conquistaram uma nova proposta da direção da empresa para pagamento do abono salarial e outras pautas.

A categoria aprovou em assembleia o abono de R$ 450. O valor é 30% maior do que o de 2012 e este ano será feito em parcela única, no dia 11 de novembro.

Há cerca de dois meses o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT buscava negociar uma proposta da Campanha Salarial 2013 com a empresa. Nesse período, atrasos de turno foram feitos e um protesto de três horas ocorreu no dia 29. Por mais avanço na negociação, uma greve foi instaurada nessa quinta.

Reclamações de salários defasados também motivaram a greve. Em ata, a empresa se comprometeu a identificar desvios de função e promover a equiparação salarial.

Faixa de greve na portaria na Latasa, a segunda em 18 anos de empresa; a primeira foi em 2012, primeiro ano de comitê sindical de empresa nessa fábrica

Faixa de greve na portaria na Latasa, a segunda em 18 anos de empresa; a primeira foi em 2012, primeiro ano de comitê sindical de empresa nessa fábrica

O dirigente sindical na Latasa, Francisco Sampaio, que está na empresa desde sua fundação, há 18 anos, parabenizou a categoria pelo movimento.

“Os próprios trabalhadores formaram uma parede humana no portão e impediram a saída de material da fábrica. Isso mostra o quanto os trabalhadores estão unidos e dispostos a brigar por melhorias”, disse Sampaio.

Com as mobilizações, o custo de alimentação foi reduzido em 50% e a empresa irá rever a regra que exclui do plano de saúde dependentes de funcionários maiores de 16 anos. O convênio com a farmácia também será revisto.

Para o presidente do sindicato, Renato Marcondes, a forma de tratamento da empresa com o sindicato e a categoria deve mudar. “Daqui pra frente a conversa será outra. A empresa viu que os trabalhadores estão mobilizados e se houver alguma retaliação, os trabalhadores vão cruzar os braços mais uma vez”, disse Mamão.

A Latasa emprega cerca de 180 funcionários na industrialização de alumínio.