CUT volta a cobrar arquivamento do PL 4330, da terceirização

Presidente da CUT, Wagner Freitas, usa a tribuna da Câmara dos Deputados em audiência público sobre o PL 4330 no dia 18 de setembro (Crédito Richard Silva)

Presidente da CUT, Wagner Freitas, usa a tribuna da Câmara dos Deputados em audiência público sobre o PL 4330 no dia 18 de setembro (Crédito Richard Silva)

Na quarta-feira, dia 18, uma Comissão Geral, espécie de audiência pública da Câmara dos Deputados, reuniu representantes das centrais sindicais, empresários e parlamentares para discutir o projeto de lei (PL) 4330/2004 que permite a terceirização em todos os setores das empresas e ameaça os direitos de todos os trabalhadores com carteira assinada.

O presidente da CUT, Vagner Freitas rebateu os argumentos dos empregadores, que antecederam sua fala e disseram estar interessados em proteger os terceirizados.

“A segurança jurídica que desejam é para precarizar salários e condições de trabalho. É mentiroso dizer que a terceirização é para contratar mão de obra especializada. Se esse PL passar, o trabalhador será demitido e, depois, contratado indiretamente para trabalhar mais e ganhar menos. Também estamos preocupados em garantir direitos aos 13 milhões de terceirizados que os empresários tanto citam, mas esse projeto não trata disso, ao contrário, quer apenas precarizar os outros 48 milhões.”

Segundo Vagner, a Central quer negociar, mas não com essa proposta.

“Estamos dispostos a sentar na mesa para estabelecer regras para normatizar, mas desde que retire esse projeto. Colocar o trabalhador para ter uma jornada maior e pagar menos, não tornará o país mais competitivo”, disse.

Não há data marcada para votação do PL.

 

Fonte: Portal CUT Nacional