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Trabalhadores da Latasa fazem paralisação contra excesso de poeira

Os trabalhadores da fábrica Latasa, em Pindamonhangaba, fizeram uma paralisação de uma hora no dia 24 de fevereiro para protestar contra o excesso de poeira no chão de fábrica.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, esse é um problema recorrente na Latasa. O dirigente sindical Fabiano Ciliro recebeu denúncias de trabalhadores da Planta 2 dizendo que há momentos que o exaustor da peneira tem ficado desligado e até um local que ele foi retirado, lá no setor UBC. Teve investimento na peneira, mas a poeira piorou.

Também teve uma ampliação na Planta 1 para aumentar a capacidade de trituração de uma máquina no “Taint Tabor”, mas a condição do local não acompanhou. O exaustor é o mesmo e a situação ficou pior do que antes.

“Os trabalhadores estão comendo poeira pelos olhos. Funcionário lava a roupa sai a água preta da máquina. Imagina o pulmão dele como fica. Até quando vai ficar essa negligência, trabalhadores comendo poeira?”, disse

O presidente do sindicato, André Oliveira, aponta mais uma denúncia grave.

“Conversei com vários trabalhadores, que relatam que a produção no turno da tarde e da noite, elas são maiores. Ou seja, a hora que ninguém está aqui para ver, mete poeira no ar, e quem mais sofre são os trabalhadores que estão ali perto. Não é exagero. Tem gente do bairro que liga no sindicato reclamando da fumaceira que tem aqui”, disse.

Fabiano também critica a falta de manutenção nas pontes rolantes, que só ocorrem uma vez por mês. “Não tem como dar certo. Aconteceu comigo. Eu estava operando a ponte, fui raspar o cadinho, freio falhou e a ponte desceu de vez. Graças a Deus não tinha ninguém perto.”