Trabalhadores da Gerdau protestam pela Campanha Salarial e PLR

Trabalhadores atrasam entrada do turno nessa quarta-feira para que o G8 abra rodada de negociação com a FEM e por mais transparência na PLR

Trabalhadores atrasam entrada do turno nessa quarta-feira para que o G8 abra rodada de negociação com a FEM e por mais transparência na PLR

Durante dois dias os trabalhadores da Gerdau realizaram protestos pela Campanha Salarial e contra problemas na PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Pela primeira vez, os trabalhadores do administrativo fizeram uma paralisação.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT, Renato Marcondes, o “Mamão”, as mobilizações foram feitas para pressionar a bancada patronal do Grupo 8, ao qual a Gerdau pertence, a avançar nas negociações pela Campanha Salarial. Até o momento, apenas o representantes do Grupo 3 se reuniram com a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP). A pauta de reivindicações foi entregue aos patrões há mais de um mês, no dia 16 de junho.

Nessa terça-feira, dia 22, os trabalhadores ligados ao setor administrativo fizeram sua primeira paralisação. Eles reclamam a implantação do PAD (Programa de Avaliação de Desempenho), um formato que a Gerdau criou para pagar a PLR de forma diferente para eles. Segundo o secretário geral do sindicato Herivelto Moraes, “Vela”, além de a empresa ter mudado as regras no meio do período, a falta de acompanhamento e de transparência no processo estão entre os problemas.

Na quarta-feira, foi a vez dos trabalhadores da produção atrasarem a entrada do turno, mobilização que durou 40 minutos. Eles também foram prejudicados na PLR, que teve pagamento no último dia 19.

Segundo o secretário de Comunicação do sindicato, Benedito Irineu, a reclamação é que os números de produção caíram drasticamente justo no período de fechamento, embora o histórico de produção tenha sido bom nos demais meses. A falta de negociação das metas e a falta de transparência no demonstrativo dos resultados também são problemas antigos na unidade.

As paralisações contaram com apoio de vários sindicatos cutistas da região: Metalúrgicos de Taubaté, Condutores, Construção Civil, Servidores de Aparecida e de Cachoeira Paulista, e o Sindicato dos Empregados Autônomos do Comércio.

Também estiveram presentes no movimento Carlinhos Casé, presidente licenciado do Sindicato dos Bancários de Taubaté e candidato a deputado estadual, e Natanael da Silva, sindicalista do ramo dos Condutores que foi preso injustamente durante mobilização da sua categoria pela Campanha Salarial.

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