Trabalhadores da Exall vivem drama com crise financeira da empresa

09.01.14 Exall.Assembleia aprova prazo para evitar falência da empresa.IMG_7418

O trabalhadores das empresas Exall, de Pinda, e Alubillets, de Taubaté, estão vivendo o drama da incerteza. A falência da fábrica não ocorreu, mas também não está descartada.

No último dia 17, o Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda esteve reunido com os trabalhadores para informar o andamento das negociações da venda da empresa.

De acordo com a direção da Exall, o Grupo Melo, que é referência em logística, preparação e comércio de sucatas de metais não ferrosos, com sede no Rio de Janeiro, irá arrendar a fábrica de Taubaté por dois meses.

Mesmo assim, todos os 170 trabalhadores tiveram seus contratos de trabalho rescindidos.

Ainda segundo a direção da Exall, o Grupo Melo irá assumir algumas dívidas com fornecedores e contratar 50 trabalhadores entre os demitidos. Há uma possibilidade desse grupo posteriormente arrendar também a fábrica Exall e recontratar os demitidos.

 

Sindicato dos Metalúrgicos move ação judicial para garantir direitos trabalhistas

O Sindicato dos Metalúrgicos está fazendo uma ação judicial coletiva pedindo o arresto dos bens da Exall para garantir que a empresa não retire nenhum maquinário da fábrica, solicitando o pagamento das rescisões trabalhistas, e também a liberação do FGTS e do seguro-desemprego.

De acordo com o secretário geral, Herivelto Moraes – Vela, há possibilidade de que o Grupo Melo venha a negociar o pagamento das rescisões se realmente conseguir dar andamento na produção.

“Mesmo assim, o Sindicato quer se precaver para garantir que não haja calote em caso de falência. Em situações como essa, todo cuidado é pouco”, disse Vela.

Palavra do Presidente

Infelizmente, começamos 2014 com uma notícia triste, o drama dos trabalhadores da Exall, com salários atrasados, contas pra pagar, e quase sem perspectiva de retomar seus empregos nessa fábrica.

A situação é crítica, pois as rescisões ainda não serão pagas e o sindicato vai precisar brigar inclusive judicialmente por elas.

Deve ser dito também que não houve envolvimento das autoridades do poder público sobre o caso.

Apesar do Sindicato ter divulgado a gravidade da situação, não houve nenhum contato, seja da Câmara ou Prefeitura, nem conosco, nem com a fábrica.

A impressão que fica é que não querem ter a imagem prejudicada por causa da falência de uma empresa. Quando o notícia é inaugaração de fábrica, todo mundo aparece querendo posar pra foto, mas do contrário não.

O Sindicato não pensa assim. Jamais deixaríamos os trabalhadores de lado por receio de que esse assunto traga uma imagem negativa.

O principal pra nós é ter avanço nas garantias e melhorias dos direitos dos trabalhadores. Por isso mesmo, a ação judicial coletiva será para todos os trabalhadores, tanto sócios quanto não-sócios.

E se ainda há uma chance de recuperação, ainda há esperança. Desejamos muita força aos companheiros da Exall.

Renato Mamão, presidente