Sindicato busca alternativa para evitar falência da Exall

Trabalhadores aprovam em assembleia prazo para que direção da empresa consiga vender a fábrica

Trabalhadores aprovam em assembleia prazo para que direção da empresa consiga vender a fábrica

Os trabalhadores da Exall decidiram em assembleia na tarde dessa quinta-feira, dia 9, que aceitam aguardar uma tentativa para evitar a falência da empresa.

Apesar de salários atrasados e de um grupo de funcionários já ter inclusive entregue as carteiras de trabalho, a categoria decidiu aguardar o andamento da negociação da venda da fábrica.

Ao microfone, o secretário geral, Herivelto – “Vela”; ao fundo, o presidente do sindicato, Renato Marcondes – “Mamão”

Ao microfone, o secretário geral, Herivelto – “Vela”; ao fundo, o presidente do sindicato, Renato Marcondes – “Mamão”

O secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT, Herivelto Moraes, o “Vela”, explica que se os trabalhadores se desligassem hoje, a negociação ficaria prejudicada.

“Com os funcionários, o grupo que comprar a fábrica terá condição de produzir imediatamente. Isso faz toda a diferença no processo. É uma situação crítica, mas ainda há uma esperança e tudo que pudermos fazer para contribuir que os empregos desses trabalhadores sejam mantidos iremos fazer”, disse Vela.

Em novembro, os trabalhadores da Exall fizeram um protesto contra corte de benefícios, que foram reestabelecidos, mas após isso os salários de dezembro não foram pagos, bem como o 13º salário, e a produção está paralisada.

A direção da empresa pediu prazo até o próximo dia 17 para tentar negociar a venda da fábrica e evitar a falência. Dois grupos empresariais já demonstraram interesse na compra do grupo da Exall, que inclui a fábrica Alubillets, em Taubaté.

A Exall emprega cerca de cem trabalhadores na extrusão de alumínio, no Distrito Industrial Dutra, em Pinda.