Paridade: “O nosso ramo precisa acreditar que nós mulheres somos capazes”

Dirigentes metalúrgicas, a vereadora Janaina Ballaris e assessoras durante reunião do Coletivo (Crédito Mídia Consulte)

Dirigentes metalúrgicas, a vereadora Janaina Ballaris e assessoras durante reunião do Coletivo (Crédito Mídia Consulte)

Durante a reunião do Coletivo da Secretaria da Mulher da FEM-CUT/SP, as dirigentes debateram em grupos o balanço das atividades da Secretaria e disseram o que é necessário para envolver as mulheres no mundo sindical. O Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda também participou.

Elas citaram como positivos o 2º Encontro das Mulheres Metalúrgicas, as reuniões descentralizadas do Coletivo em várias cidades e a participação nas rodadas de negociação da Campanha Salarial da FEM-CUT/SP.

Sobre o tema ‘como atrair mais mulheres’, todas foram unânimes: “O Sindicato tem que apoiar e dar condições para sua plena participação”. A reunião aconteceu, nos dias 4 e 5, na Colônia de Férias do Sindicato dos Metalúrgicos de Itaquaquecetuba e reuniu 21 sindicalistas de São Carlos, Itu, Salto, ABC, Sorocaba e Pindamonhangaba e Itaquaquecetuba. As mães metalúrgicas levaram seus filhos que ficaram confortavelmente em uma creche montada no local.

A dirigente sindical de Pinda, Maria Auxiliadora (ao centro), também participou (Crédito Mídia Consulte)

A dirigente sindical de Pinda, Maria Auxiliadora (ao centro), também participou (Crédito Mídia Consulte)

Solidariedade

A Secretária da Mulher da FEM, Andréa Ferreira Souza, destacou como aspecto positivo a solidariedade do Coletivo. “Somos de regiões diferentes, mas temos problemas parecidos. Além de fomentar política de gênero e mulher, esta solidariedade entre nós é muito importante e deveria ter entre homens e mulheres”, conta.

Andréa ressalta que é fundamental a participação de diretores da Federação nas reuniões, para que eles vivenciem a realidade das trabalhadoras nas bases.

7º Congresso

Outro tema debatido foi a organização do 7º Congresso Estadual da FEM-CUT/SP “Rumo ao Fortalecimento e à Consolidação da Organização no Local de Trabalho, que acontecerá de 18 a 20 de março de 2015.

A sindicalista espera que no Congresso as reivindicações das trabalhadoras sejam atendidas. “Queremos que os sindicatos deem condições efetivas para a participação das mulheres. Somos quase 17% da nossa base e, portanto, queremos mais mulheres nos cargos de chefia, auxílio creche digno e mais benefícios”, relata.

Sobre a paridade, Andréa questionará como será a participação na CUT Nacional e CUT/SP e como as metalúrgicas podem se inserir nesta discussão. “Temos homens competentes e também mulheres. O Sindicato vai dar condições para esta mulher participar? O nosso ramo precisa acreditar que nós mulheres somos capazes”, concluiu.

Fonte: Portal FEM-CUT/SP, por Viviane Barbosa, editora

 

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