Índice da inflação fecha em 9,62%

Patrões do G2 oferecem menos da metade e FEM rejeita na mesa

Rodada de negociação com patrões do Grupo 2 (Foto Erika Gonçalves-STIM São Carlos)

Rodada de negociação com patrões do Grupo 2 (Foto Erika Gonçalves-STIM São Carlos)

O índice utilizado pela FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo) como referência da inflação nas negociações da Campanha Salarial fechou em 9,62%.

O cálculo segue o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), medido pelo IBGE, acumulado nos últimos 12 meses até agosto, que fechou o mês em 0,31%. A data-base é 1º de setembro.

Durante a quarta rodada de negociação com o Grupo 2 (Máquinas e eletrônicos), na última sexta-feira, dia 9, a bancada patronal ignorou o índice inflação e ofereceu 4,5% de reajuste aos trabalhadores.

De imediato a bancada dos trabalhadores e trabalhadoras rejeitou a proposta e prometeu intensificar a mobilização nas bases: “É inadmissível os empresários oferecerem menos da metade do índice acumulado no ano”, rebate Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP.

“Desde o início da Campanha Salarial reconhecemos o período difícil em que o país se encontra, as cláusulas sociais que estamos propondo demonstra bem essa preocupação, porém não admitiremos que os empresários não reponham, ao menos, as perdas dos trabalhadores”, explica Luizão.

As negociações continuam na próxima semana. A Campanha Salarial 2016 – “Sem pato, sem golpe, por mais empregos e direitos” tem cinco eixos principais: não à terceirização e à perda de direitos; estabilidade e geração de empregos; reposição integral da inflação mais aumento real, valorização dos pisos e jornada semanal de 40 horas.

Fonte: Com informações da Agência de notícias da FEM-CUT/SP.