Grupos 2, 3 e Fundição apresentam contraproposta de 8% à FEM-CUT/SP

Rodada de negociação entre a FEM-CUT e a bancada patronal do Grupo 2, no dia 23 (Crédito Mídia Consulte)

Rodada de negociação entre a FEM-CUT e a bancada patronal do Grupo 2, no dia 23 (Crédito Mídia Consulte)

As bancadas patronais do Grupo 3 (que reúne os setores de autopeças, forjaria e parafusos), Grupo 2 (máquinas e eletrônicos) e Fundição apresentaram contraproposta de reajuste de salarial de 8% (INPC da data-base da categoria metalúrgica, 1º de setembro, 6,07% e mais 1,82% de aumento real) à Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) nesta segunda-feira, 23 de setembro.

Os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda Luciano ‘Tremembé’ e Francisco Sampaio participaram da reunião.

A contraproposta aconteceu após os sindicatos metalúrgicos iniciarem paralisações e assembleias prolongadas nas portas das fábricas em todo o Estado na semana passada. “Esta proposta econômica está próxima do que tínhamos pensado como meta. Agora, os nossos sindicatos filiados apresentarão em assembleias e os trabalhadores vão decidir”, informa o presidente da Federação Metalúrgica cutista, Valmir Marques da Silva, Biro Biro.

Os dirigentes de Pinda, Luciano Tremembé e Francisco Sampaio estiveram presentes na reunião (Crédito Mídia Consulte)

Os dirigentes de Pinda, Luciano Tremembé e Francisco Sampaio estiveram presentes na reunião (Crédito Mídia Consulte)

Direitos sociais

As bancadas patronais também concordaram em avançar na pauta de reivindicações da FEM-CUT/SP que destaca a melhoria e ampliação dos direitos sociais que beneficiarão as mulheres metalúrgicas, os trabalhadores em idade de prestação de serviço militar, os estudantes e os empregados com dependentes deficientes. “São avanços sociais significativos, que contemplam aspectos relevantes na vida das trabalhadoras e trabalhadores do chão de fábrica”, frisa Biro Biro.

As bancadas patronais apresentarão redações sobre estas reivindicações apresentadas pela FEM.

 

Principais reivindicações da FEM-CUT/SP

As principais reivindicações são a reposição integral da inflação, o aumento real no salário, a valorização nos pisos salariais, a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário e a ampliação e unificação de direitos em Convenção Coletiva de Trabalho. A Campanha Salarial da FEM tem pauta cheia, ou seja, serão negociados com os patrões a renovação, a melhoria e a ampliação das cláusulas econômicas (aumento salarial e pisos) e sociais.

 

Confira a abaixo os setores metalúrgicos da base da FEM em Campanha:

Data-base: 1º de setembro

Grupo 2 (máquinas e eletrônicos)

Total:75.500

Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos)

Total: 51 mil

Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)

Total: 36 mil

Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros)

Total: 35 mil

Estamparia

Total: 4.000

Fundição

Total: 4.000

Total: 205,5 mil metalúrgicos em Campanha

 

Com informações de Viviane Barbosa – Assessora de Imprensa e Comunicação da FEM- CUT/SP