FEM-CUT/SP define organização da Campanha Salarial 2015

As cláusulas sociais serão o destaque. A Federação lutará pelo aperfeiçoamento e ampliação de novos direitos

Nova Direção da FEM-CUT/SP - foto: FEM-CUT/SP

Nova Direção da FEM-CUT/SP – foto: FEM-CUT/SP

A nova Direção da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) aprovou os preparativos da Campanha Salarial 2015 em Seminário de Planejamento, ocorrido do dia 22 a 24 de abril, na Colônia de Férias da entidade, em Itanhaém, litoral sul paulista. O evento foi ministrado pelo educador e assessor da CNM/CUT, Fernando Cardoso, o popular Guaru, pelo assessor político da FEM, Paulo Vanucchi e pela economista e técnica da Subseção do Dieese na FEM-CNM/CUT, Caroline Gonçalves. Participaram dirigentes dos 14 sindicatos metalúrgicos filiados no Estado.

A data-base do ramo metalúrgico cutista é 1º de setembro e a FEM representa 242 mil trabalhadores no Estado.

Representantes de Pinda na FEM-CUT: José Carlos, Maria Auxiliadora e Marcelo Pepeo (foto divulgação)

Representantes de Pinda na FEM-CUT: José Carlos, Maria Auxiliadora e Marcelo Pepeo (foto divulgação)

Direitos sociais são o destaque

Neste ano, a pauta de reivindicações da FEM-CUT/SP, interlocutora dos trabalhadores nas negociações com os setores patronais, será cheia, ou seja, além das cláusulas econômicas (aumento salarial, reajustes nos pisos e outros itens de natureza financeira) também serão negociados a melhoria, aperfeiçoamento,ampliação e inclusão de direitos sociais, que beneficiarão os jovens, negros (as), mulheres e as pessoas com deficiência.

“Definimos no nosso Planejamento um conjunto de ações que priorizarão as cláusulas sociais, bem como a qualificação e formação dos nossos dirigentes nas rodadas de negociação”, informa o presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão.

Luizão disse que o Planejamento foi positivo e elogiou a participação de todos os dirigentes — a maioria é nova na Direção da FEM. “Em todos os Planejamentos que já participei, vi neste uma particularidade. Gente nova e com muita vontade e isso será fundamental para colocar em prática o que definimos aqui e garantirá o êxito da nossa Campanha”, enaltece.

O presidente da FEM-CUT/SP ressalta ainda que para garantir a vitória na Campanha é essencial que todos os dirigentes tenham “humildade, harmonia e vontade de fazer algo novo”.

No destaque, Luizão e a economista da Subseção do Dieese na FEM-CNMCUT, Caroline Gonçalves (foto FEM-CUT/SP)

No destaque, Luizão e a economista da Subseção do Dieese na FEM-CNMCUT, Caroline Gonçalves (foto FEM-CUT/SP)

Seminário Jurídico

A primeira atividade da Campanha Salarial é o Seminário Jurídico, que acontecerá, no dia 22 de maio, na sede da FEM, e reunirá advogados dos 14 sindicatos filiados. O foco principal é discutir com os assessores o que deve ser mudado nas cláusulas das seis Convenções Coletivas de Trabalho. “Também debateremos questões específicas, como por exemplo, como funciona a Justiça do Trabalho onde eles atuam”, completa o assessor jurídico da Federação, Dr. Raimundo Oliveira.

Perguntado sobre os direitos sociais importantes nesta Campanha, Dr. Oliveira destaca que é fundamental lutar pela preservação da cláusula que garante ao metalúrgico acidentado/ou com doença profissional no trabalho a estabilidade no emprego até a aposentadoria.

“Há 15 anos, os patrões fazem pressão para acabar com esse importante direito. Também temos a Licença-Maternidade de 180 dias que, em alguns grupos, ainda é mera recomendação. É importante lutar para que se torne um direito efetivo das trabalhadoras metalúrgicas”, completa.

Combate à terceirização

O assessor jurídico também alertou sobre o PL 4330, aprovado em segunda votação na Câmara dos Deputados, que permite a terceirização das atividades-fim (principais da empresa), fato que representa um retrocesso nas relações de trabalho no Brasil. “A sugestão é que o patronato se comprometa em não contratar trabalhadores terceirizados para a atividade fim”, argumenta.

Plenárias regionais

Entre as estratégias definidas pela Direção da FEM-CUT/SP estão a realização de quatro Plenárias Regionais que em Monte Alto; em Itu, em Taubaté e no ABC paulista, (a data será definida). O objetivo é ouvir as reivindicações dos dirigentes sobre a necessidade de melhorar e incluir cláusulas sociais que atendam à realidade dos trabalhadores no chão de fábrica.

 

Fonte: Viviane Barbosa, Assessora de Imprensa e Comunicação da FEM-CUT/SP