Campanha Salarial: “Sem ganho real no salário, a FEM não assina acordo”

Valmir Marques da Silva, Biro Biro, presidente da FEM-CUT/SP - crédito: Adonis Guerra

Valmir Marques da Silva, Biro Biro, presidente da FEM-CUT/SP – crédito: Adonis Guerra

Se as bancadas patronais continuarem com a posição de manterem apenas o reajuste de 6,35% (INPC da data-base da categoria metalúrgica, 1º de setembro), as paralisações serão intensificadas em todo o Estado nesta semana. O recado é da FEM-CUT/SP que representa 14 sindicatos e 215 mil metalúrgicos em Campanha Salarial no Estado. “Já deixamos claro que sem ganho real no salário, a FEM não assina acordo”, frisa o presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques da Silva, Biro-Biro.

Outra reivindicação é a Licença-Maternidade de 180 dias para os grupos patronais que ainda não concedem este benefício de forma efetiva às trabalhadoras. Estes são os casos do Grupo 8 e Estamparia, cuja a cláusula é “facultativa” e no G10 assegura apenas 150 dias. “Todos os demais grupos esta cláusula é um direito da mulher metalúrgica. Queremos unificá-la nestes setores também”, explica.

Biro também informou que, em razão da lentidão das bancadas patronais, alguns sindicatos filiado já estão fechando acordos por empresas.

Mobilizações e greves no Estado

Na base da FEM-CUT/SP, os protestos já iniciaram nas regiões. O Sindicato dos Metalúrgicos de Cajamar realizou na terça-feira (30) assembleias com protestos nas portas das fábricas da Brasforja (setor de forjaria) e da AJE (autopeças).

Em Sorocaba, os trabalhadores do primeiro turno da ZF do Brasil e ZF Sistemas, em Sorocaba, pararam a produção por mais de 1h30 também na terça-feira, dia 30. Os metalúrgicos na Tecumseh do Brasil (empresa do setor de máquinas), em São Carlos, iniciaram na noite, do dia 30, uma paralisação por tempo indeterminado.

Os trabalhadores na Gerdau, em Pindamonhangaba, iniciaram uma paralisação que completa quatro dias nesta segunda-feira (6). Já os metalúrgicos do ABC aprovaram em reunião da Direção Plena, realizada na quarta-feira (1º), intensificar as mobilizações nas fábricas e definiram greve por tempo indeterminado a partir do dia 8.

A orientação da FEM é que todos os sindicatos filiados façam nas suas bases assembleias prolongadas e paralisações para pressionar as bancadas patronais a avançarem nas reivindicações econômicas.

Reivindicações dos Metalúrgicos da CUT

Neste ano estão sendo negociadas as cláusulas econômicas, porque as sociais têm validade de dois anos e valem até 31 de agosto de 2015.

As reivindicações deste ano são: reposição dos salários pelo índice integral da inflação; aumento real de salário; valorização dos pisos; licença-maternidade de 180 dias para os grupos patronais que ainda não concedem este benefício às trabalhadoras (No Grupo 8 e Estamparia a cláusula é “facultativa” e a FEM quer que se torne um direito garantido e no G10 a cláusula assegura 150 dias) e redução da jornada de trabalho para 40h semanais sem redução no salário.

Fonte: Viviane Barbosa, da Redação da FEM-CUT/SP