Campanha Salarial: FEM-CUT/SP entrega aviso de greve no Grupo 8

Patrões não demonstram disposição para negociar pauta dos trabalhadores; resposta da categoria será mobilização

Para Luizão, há um viés político em não atender a pauta dos trabalhadores (foto Marina Selerges FEM-CUT/SP)

Para Luizão, há um viés político em não atender a pauta dos trabalhadores (foto Marina Selerges FEM-CUT/SP)

Após diversas rodadas de negociações da Campanha Salarial 2016 “Sem pato, sem golpe, por mais emprego e direitos”, os Grupos 8 e 10 não demonstram qualquer disposição para negociar a pauta dos trabalhadores e trabalhadoras e na tarde dessa segunda-feira, dia 26, a FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo) entregou os avisos de greve para ambos grupos.

O G8 (de laminação e trefilação, entre outros) é o grupo que abrange a maioria das fábricas metalúrgicas de Pindamonhangaba.

“Em diversos momentos eles quiseram priorizar a pauta patronal. Percebe-se que há um viés político em não atender a pauta dos trabalhadores”, explica Luiz Carlos das Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP.

A FEM-CUT/SP, desde o início das negociações, consciente do momento econômico atual, preparou cláusulas de nenhum ou baixo impacto econômico. “A ideia central das cláusulas sociais que foram propostas é de humanizar a convenção coletiva de trabalho e ainda assim os representantes patronais se negaram a debatê-las.”

Já na pauta econômica, a proposta é de congelamento dos salários por 3 anos. A bancada patronal não fez outra proposta. “Tanto o grupo 8 quanto o grupo 10, os negociadores defendem que 2016 acabou e que devemos pensar daqui pra frente”, lembra Luizão, “Não admitiremos isso, nas paralisações do último dia 22 de setembro, a categoria de todo o estado deu o recado que está mobilizada e disposta a lutar pelo nossos direitos”, conta Luizão.

Ataques

Durante as rodadas de negociação, os ataques feitos por meio da grande imprensa tomaram corpo no discurso dos patrões. Empresários sugeriram fracionamento de férias, fim da cláusula do acidentado, diminuição do valor de adicional noturno, por exemplo.

“Nós percebemos que estes ataques estão cada vez mais próximos de se tornarem realidade. Nós, trabalhadores e trabalhadoras, devemos estar atentos e mobilizados”, finaliza Luizão.

Fonte: FEM-CUT/SP