Assembleia geral aprova eixo da Campanha Salarial

A categoria metalúrgica de Pindamonhangaba aprovou, em assembleia geral realizada nessa quinta-feira, dia 19 de março, a pauta de reivindicações e várias questões da Campanha Salarial 2026.
A assembleia ocorreu de forma presencial, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, conforme convocação em edital realizada em veículos de comunicação da entidade e no jornal Tribuna do Norte.
A Campanha Salarial é realizada por meio da FEM-CUT/SP (Federação dos Metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo) juntamente com todos os sindicatos filiados.
A assembleia aprovou o slogan deste ano, que será “Na luta por Direitos, por Salários e pelo Nosso Futuro” e também a pauta de reivindicações. Além da luta pelo reajuste com aumento real de salário, a pauta traz a Redução da Jornada Sem Redução de Salário, o Fim da Escala 6×1 Sem Redução dos Salários e Mais representação no Congresso Nacional.

O presidente do Sindmetalpinda, André Oliveira, ressaltou a importância das mobilizações para o resultado da campanha.

“Sindicato traz em votação todas as questões da campanha salarial, mostrando mais uma vez que é uma entidade democrática e reforça a importância da adesão dos trabalhadores às nossas mobilizações para conquistarmos avanços nas negociações”, disse André.
Pindamonhangaba tem dois dirigentes sindicais membros da FEM-CUT/SP, Odirley Prado e Márcio Fernandes.

Na assembleia, o dirigente Odirley Prado, secretário de Organização do Sindicato, ressaltou as bandeiras de luta da Campanha Salarial.

“A luta pela redução da jornada, que é uma briga histórica da CUT, está tomando cada vez mais corpo e chegando mais perto da realidade. Sobre o fim da escala 6×1, os sindicatos do Brasil inteiro também estão somando nessa luta e a FEM-CUT/SP pauta essa reivindicação na Campanha Salarial. Mesmo a gente já tendo conquistado ela em Pinda, a gente faz campanha para que isso seja um direito de todos. E a questão de mais representação no Congresso Nacional é justamente pra fazer o alerta para os trabalhadores nesse ano eleitoral da importância de ter políticos que defendam os trabalhadores, inclusive na votação de questões como a jornada de trabalho”, disse Odirley
As negociações deste ano terão as chamadas “pautas cheias”, que são aquelas que trazem o reajuste salarial com Cláusulas Econômicas e também as Cláusulas Sociais, que tratam dos direitos dos trabalhadores, em três grupos patronais, que são o SINDRATAR, SIESCOMET e SINDIFUPI.
Nos demais grupos patronais, SIFESP, SINDICEL, SINDIMAQ, SINAEES, SINDIPEÇAS, SINDIFORJA, SINPA, SINIEM, SICETEL, SIMEFRE, SIAMFESP e SINAFER, serão “pautas parciais”, com negociação apenas das Cláusulas Econômicas, porque já possuem acordos dos direitos para esse período.
A assembleia discutiu e aprovou o eixo da campanha, a pauta de reivindicações, a adesão do Sindicato às negociações coletivas com a FEM-CUT/SP junto às bancadas patronais e também a cota de custeio das negociações. Logo abaixo você pode ver na íntegra a ata da assembleia geral.

O presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, destaca que a campanha deste ano será marcada pela busca de avanços concretos para a categoria.
A FEM-CUT/SP já iniciou conversas com as bancadas patronais para início das negociações com a Comissão Permanente. A iniciativa busca tratar de cláusulas sociais específicas, que envolvem melhores condições de trabalho e garantias à saúde.
Além disso, a Federação e os sindicatos filiados também já preparam o debate sobre as cláusulas econômicas, com o objetivo de garantir uma Campanha Salarial vitoriosa, com a reposição integral da inflação e aumento real nos salários dos metalúrgicos.
De acordo com boletim do DIEESE, elaborado para a federação, a base acumula 1,75% de inflação no período de seis meses, entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026.
“Estamos organizando uma campanha forte, com negociação permanente e presença ativa junto às bancadas patronais. Nosso objetivo é garantir aumento real de salários, acima da inflação, e avançar em direitos que impactam diretamente a vida dos trabalhadores”, afirma.
Além da reposição inflacionária, a federação defende ganhos reais e melhorias nas condições de trabalho, incluindo temas como jornada, saúde e segurança. O secretário-geral da entidade, Max Pinho, ressalta a importância da unidade sindical neste processo.
“A campanha já começou com diálogo, mas também com mobilização. É a organização da base que vai garantir conquistas. Estamos atuando com estratégia para fortalecer nossa pauta e ampliar direitos”, diz.
A secretária da Mulher Trabalhadora, Ceres Lucena, reforça que a campanha também terá foco na igualdade e na valorização das trabalhadoras.
“As cláusulas sociais são fundamentais para avançarmos em pautas como igualdade salarial, combate ao assédio e melhores condições para as mulheres no ambiente de trabalho. Essa é uma luta que precisa estar no centro da campanha”, pontua.
Com negociações já em curso e uma pauta que combina reposição da inflação, aumento real e ampliação de direitos, a Campanha Salarial 2026 da FEM-CUT/SP se consolida como um dos principais momentos de organização e luta dos metalúrgicos no estado.
ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
Aos 19 (dezenove) dias do mês de março de 2026, às 18h30 em segunda convocação, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, situada nesta cidade, conforme edital de convocação previamente divulgado, realizou-se a Assembleia Geral Extraordinária com os trabalhadores da categoria, destinada à deliberação acerca da pauta da Campanha Salarial 2026. Após a leitura da ata de convocação realizada pelo secretário geral Marcio Fernades da Silva, assumiu a presidência dos trabalhos o Sr. André da Silva Oliveira, Presidente da entidade sindical, que declarou aberta a assembleia em segunda chamada, nos termos estatutários. Dando início aos trabalhos, o Presidente expôs de forma clara e objetiva os pontos que compõem a pauta da Campanha Salarial 2026, destacando que a mobilização da categoria se fundamenta na luta por direitos, melhores condições de trabalho e valorização salarial, abrangendo, em síntese, as seguintes reivindicações: Reposição integral da inflação do período; Concessão de aumento real de salários; Redução da jornada de trabalho, sem redução salarial; Extinção da escala 6×1, sem redução de salários; Ampliação da representação dos trabalhadores no Congresso Nacional; Instituição de taxa negocial no percentual de 5% (cinco por cento) aos trabalhadores não associados ao sindicato. No tocante à taxa negocial, foi consignado expressamente que será assegurado o direito de oposição aos trabalhadores não associados, no prazo de 10 (dez) dias, a contar de 20 de março de 2026 até 30 de março de 2026, a ser exercido de forma presencial na sede do sindicato, garantindo-se, assim, o pleno exercício da liberdade individual, nos termos da legislação vigente e da jurisprudência aplicável. Após a explanação, o Presidente submeteu a pauta à deliberação dos presentes, esclarecendo tratar-se de entidade de caráter democrático e participativo. Em seguida, colocou em regime de votação a aprovação integral da pauta da Campanha Salarial 2026, solicitando que os trabalhadores favoráveis se manifestassem mediante levantamento de ambas as mãos. Realizada a votação, constatou-se a aprovação por unanimidade dos trabalhadores presentes. Nada mais havendo a tratar, o Presidente agradeceu a presença de todos, ressaltando a importância da união da categoria para o êxito das negociações coletivas, e declarou encerrada a assembleia, sendo lavrada a presente ata, que após lida e aprovada, segue assinada.
