Prefeitura apresenta diagnóstico social de Pindamonhangaba

Relatório traçou panorama do atendimento a deficientes físicos, de pessoas com problemas com drogas, violência contra a mulher, evasão escolar, bolsa família, entre outros

Dirigente sindical Odirley Prado participou do encontro

Nessa quinta-feira a Prefeitura apresentou o “Diagnóstico Social do Município de Pindamonhangaba”, no auditório da Faculdade Anhanguera.

O estudo foi feito pela empresa Ser – Desenvolvimento Humano, de Santa Catarina/SC.

Para poder ter esse relatório, a Prefeitura contou com apoio do CMDCA/FUMCAD e da fábrica Novelis.

O dirigente sindical Odirley Prado, que é metalúrgico na Novelis, participou do encontro. Segundo ele, a Novelis realiza diversas ações sociais.

“Essas ações sociais que as fábricas fazem são importantes, assim como participar desse encontro também está sendo. O sindicato precisa estar inserido nessas discussões”, disse.

O estudo fez um levantamento com base nos dados do Censo, dos atendimentos realizados em órgãos municipais como CAPS, CRAS e CREA, entre outros documentos.

O estudo é bastante complexo, a redação do Sindmetalpinda selecionou alguns dados apresentados:

  • Em 2018 foram registradas 778 pessoas com algum transtorno vinculado à álcool ou drogas. O número está abaixo da média de referência da OMS (Organização Mundial da Saúde), estipulada entre 3 e 5%.
  • 447 pessoas com deficiência foram matriculadas na rede de ensino regular e 20 na rede especializada.
  • 922 boletins de ocorrência foram registrados por violência contra a mulher (420 foram de ameaça, 284 de lesão corporal e 11 de estupro consumado).
  • Dos casos registrados de ocorrências com crianças ou idosos, a maioria foi por “negligência e abandono”, seguido por “violência física e psicológica”.
  • Em todos os Cras (Centro de Referência da Assistência Social), a maioria da busca por ajuda foi de mulheres e a maioria relatou o desemprego.
  • 6.227 famílias vivem com uma renda abaixo de R$ 89,00 por mês. Cerca de 16.000 estão cadastradas no Bolsa Família.
  • O estudo também apontou o IDCREAS, um índice geral do município sobre o atendimento psicosocial. Em uma escala de 1 a 5, Pinda está com 1,67, abaixo da média do Estado. Também foi apontado que o número de profissionais, de nível técnico e superior, para fazer esses atendimentos, está abaixo do recomendado pela ANS (Agência Nacional de Saúde).

Várias entidades sociais de Pindamonhangaba participaram do encontro, além de membros do Conselho Tutelar, entre outros órgãos.

No começo do evento, o prefeito Isael Domingues relatou que quando era vereador havia solicitado essas informações à Prefeitura e não havia tido resposta, por isso agora como prefeito buscou meios de viabilizar esse estudo.

José Carlos, diretor de Atenção Especializada da Prefeitura, Odirley Prado, e Ana Paula, secretária de Assistência Social do município
Odirley e Helison de Oliveira, presidente do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente)
Odirley com Admauro e voluntários do Grêmio União
Com Fernando, da Apamex
Helison, prefeito Isael Domingues, e Ana Paula na abertura do encontro