Após greve, abono da Novelis irá injetar R$ 1,2 milhão na economia de Pinda

Reajuste com aumento real e renovação da Convenção Coletiva estão garantidos

Assembleia aprovou por grande maioria proposta de reajuste de 3%, com aumento real, abono de R$ 1.000 e renovação da CCT

Assembleia aprovou por grande maioria proposta de reajuste de 3%, com aumento real, abono de R$ 1.000 e renovação da CCT

Após 24 horas de greve, os trabalhadores da Novelis aprovaram a proposta da Campanha Salarial.

Além do reajuste salarial de 3% (1,73% do índice da inflação, mais 1,25% de aumento real), o acordo garante um abono de R$ 1.000 e a renovação da CCT – Convenção Coletiva de Trabalho, com direitos específicos da categoria.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Herivelto Vela, o abono será pago a todos os trabalhadores no próximo dia 16, quando será injetado R$ 1,2 milhão na economia da cidade. O dia da greve será abonado.

“Esse dinheiro será um alívio para o trabalhador, terá uma inserção importante na economia local e a garantia dos direitos também é fundamental. Isso é resultado da adesão dos trabalhadores à greve, inclusive dos terceiros. A fábrica inteira parou. A direção do sindicato ficou toda empenhada no movimento. Enfim, a proposta saiu às 23h, depois que a empresa viu que todos os turnos aderiram”, disse.

O presidente Herivelto Vela

O presidente Herivelto Vela

Ainda segundo Vela, o acordo irá favorecer a negociação em outras empresas. “Já estamos com negociação em andamento com a Gerdau, Elfer, Bundy e muitas outras, e isso contribui inclusive para as negociações com o setor patronal na Fiesp”, disse.

A Novelis é representada na Fiesp pelo Sindicel, sindicato patronal que ainda não aceitou pagar nenhum reajuste salarial nem renovar a CCT, nas negociações com a FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT em São Paulo).

Para o dirigente sindical na Novelis, Sérgio da Silva, a greve deve mudar a relação entre a empresa e os trabalhadores. “Com certeza a Novelis vai pensar melhor na forma como tem tratado seus funcionários, que estão sofrendo com tanto excesso de hora-extra e falta de segurança. A empresa tentou de todas as formas desmobilizar, mas o trabalhador foi firme. Parabéns”, disse Sérgio.

A direção do sindicato também agradece o apoio do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

A Novelis emprega 1.200 trabalhadores na fabricação de chapas de alumínio.

DENÚNCIA

O Sindicato dos Metalúrgicos acionou o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) na tarde dessa segunda-feira, denunciando que a Novelis estava submetendo um grupo de 200 trabalhadores que entraram na noite de domingo a uma jornada acima do limite legal.

A direção da Novelis insistiu em não liberá-los, coordenadores continuaram ameaçando demitir os funcionários se eles saíssem da empresa e assim muitos chegaram a ficar 24 horas na fábrica.

A direção do sindicato acredita que o MTE ainda tomará providências a respeito.

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O dirigente sindical Novelis, Sérgio da Silva, secretário de Finanças do sindicato

O dirigente sindical Novelis, Sérgio da Silva, secretário de Finanças do sindicato

O dirigente sindical Novelis, Marcelo Bitencourt - Pepeo

O dirigente sindical Novelis, Marcelo Bitencourt – Pepeo

O dirigente sindical Novelis, Celso Antunes

O dirigente sindical Novelis, Celso Antunes

O dirigente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, José Roberto Gomes , que apoiou a greve assim como o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté; adesão dos terceiros foi fundamental para a greve

José Roberto Gomes, dirigente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, que apoiou a greve; adesão dos terceiros foi fundamental

O vice-presidente do sindicato, André Oliveira

O vice-presidente do sindicato, André Oliveira

Juarez, dirigente do  dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, que também deu apoio na greve

Juarez, dirigente do dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, que também deu apoio na greve