Trabalhadores da Novelis atrasam produção por avanço na Campanha Salarial

Os trabalhadores fizeram uma paralisação para pressionar os patrões do Grupo 8 a apresentarem uma proposta de reajuste

Os trabalhadores fizeram uma paralisação para pressionar os patrões do Grupo 8 a apresentarem uma proposta de reajuste

Os trabalhadores da Novelis fizeram uma paralisação nessa sexta-feira, dia 29, para pressionar os patrões a avançarem nas negociações da Campanha Salarial e também protestar o excesso de acidentes na fábrica.

Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT participaram de rodadas de negociação entre a bancada patronal e a FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT em São Paulo) sobre a Campanha Salarial que ocorreram na última terça-feira.

Segundo o presidente do sindicato, Renato Marcondes – “Mamão”, a bancada patronal do Grupo 8 (do qual a Novelis faz parte) não apresentou sequer uma proposta de reajuste salarial, apesar da data-base da categoria ser na próxima segunda-feira, dia 1º de setembro.

O dirigente sindical da Novelis, Sérgio da Silva, também secretário de Finanças do sindicato, contradiz as declarações de baixa de produção feitas pelos patrões. “A Novelis está até com atraso de produção de cinco mil toneladas só neste mês, o que prova que tem pedido e tem boa previsão. O trabalhador está unido. Todos, sem exceção, aderiram à paralisação e isso é o que dá força pra avançar na negociação”, disse.

O excesso de acidentes também motivou a paralisação. No último sábado, ocorreu o terceiro grave acidente em menos de um ano. Segundo Sérgio, por sorte não houve uma morte.

A Novelis emprega cerca de mil trabalhadores na produção de chapas de alumínio.

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