Trabalhadores da Incomisa ameaçam greve por salário e PPR

Após protesto, trabalhadores aprovam comunicado de greve para pressionar patrões a atender as reivindicações

Assembleia aprova entrega do comunicado de greve por problemas que empresa não tem solucionado

Assembleia aprova entrega do comunicado de greve por problemas que empresa não tem solucionado

Os trabalhadores da Incomisa, fábrica do Grupo 8, aprovaram nessa segunda-feira, dia 17, a entrega de um comunicado de greve por questões salariais.

Para reivindicar o reajuste de salário, já existe a possibilidade legal de fazer a greve, pois um comunicado de greve foi protocolado pela FEM-CUT/SP junto às bancadas patronais. No entanto, os trabalhadores da Incomisa têm ainda outras questões para serem negociadas, como explica o dirigente sindical André Dantis.

“Tem os 2% que a Incomisa ainda não aplicou da Campanha Salarial 2015, tem os problemas na PPR (Programa de Participação nos Resultados), problemas na estrutura de cargos e salários, falta de equiparação salarial, uma rotatividade absurda. São coisas que o trabalhador não aguenta mais ouvir a fábrica falar que vai resolver e nunca resolve”, disse André.

Uma paralisação de duas horas ocorreu no final de setembro e mesmo assim a empresa ainda não atendeu às reivindicações da categoria.

A Incomisa pertence ao Grupo 8 (Trefilação, Laminação, entre outros) e emprega 320 trabalhadores na fabricação de estruturas metálicas.

A negociação entre a FEM-CUT/SP e essa bancada patronal está travada, pois a mesma não aceita pagar o reajuste da inflação, calculada em 9,62%.

Ao microfone, Rivelino, junto à direção do sindicato

Ao microfone, Rivelino, junto à direção do sindicato