Trabalhadores da GV protestam contra falta de segurança na Aciaria

Chefia ordenou que funcionários fizessem procedimentos inseguros e depois demitiu quando deu problema

O vice-presidente André Oliveira

Os trabalhadores da GV do Brasil fizeram uma paralisação nessa quinta-feira, dia 15, contra a falta de segurança, principalmente no setor de Aciaria.

Segundo o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Paceli Alves, não tem ocorrido manutenção preventiva na Aciaria e a chefia tem ignorado procedimentos de segurança.

“Como pode o trabalhador ter que debruçar em cima do painel pra fazer o lingotamento contínuo porque o botão não funciona? Até quando isso? Vai esperar cair alguém lá dentro do distribuidor?”, disse Paceli.

O dirigente sindical Paceli Alves

Demissões arbitrárias feitas pela supervisão da Aciaria também foram denunciadas no protesto.

“Em um dos casos o funcionário alertou a supervisão que não poderia levantar a panela do forno, a chefia ignorou o alerta e mandou fazer. A panela furou, o que poderia ter causado um acidente grave, ficou 6 horas sem produção, e depois o funcionário foi demitido. Por que a culpa nunca é da supervisão?”, completou Paceli.

De acordo com o vice-presidente do sindicato, André Oliveira – “Andrezão”, o excesso de pressão também compromete a segurança no local de trabalho.

“São muitos casos de assédio moral. Chegou ao ponto da empresa tentar impor um banco de horas sem qualquer negociação com a categoria. Na hora que precisa de hora-extra, a empresa cobra e muito, depois não quer pagar. Não vamos deixar mesmo”, disse Andrezão.

A GV do Brasil faz parte do Grupo Simec e emprega cerca de 350 trabalhadores na fabricação de produtos de aço para a construção civil.