Trabalhadores da Gerdau protestam contra problemas no convênio Unimed

Funcionários reclamam da falta de acesso ao extrato dos descontos e à tabela de preços dos serviços; assédio moral também está na pauta

Paralisação dessa quarta-feira, dia 21

Os trabalhadores da Gerdau fizeram um protesto nessa quarta-feira, dia 21, contra problemas no convênio médico com a Unimed.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba tem recebido várias reclamações sobre descontos abusivos do convênio no pagamento do salário.

De acordo com o vice-presidente, André Oliveira, o convênio médico na Gerdau é do sistema de coparticipação, no qual o trabalhador paga um valor para cada serviço utilizado.

“Tem gente tendo descontos de R$ 800, companheiros ficando sem pagamento. Mas o pior é a falta de transparência. Não tem o extrato do que foi gasto, o site da Unimed não funciona regularmente, a empresa não coloca no sistema e não dá nenhuma orientação. Nem a tabela de preços o trabalhador tem conseguido, nem na fábrica, nem na Unimed”, disse Andrezão.

O vice-presidente André Oliveira – Andrezão

Legalmente, conforme as regras da ANS (Agência Nacional de Saúde), a Unimed, como plano de saúde, tem obrigação de fornecer todas essas informações. Mas também é obrigação da Gerdau, como gestora do plano, intermediar para que os trabalhadores tenham acesso.

Segundo Andrezão, a qualidade do serviço oferecido também tem sido reclamada. “O Hospital 10 de Julho não está comportando a demanda do número de vidas do convênio com a Gerdau. Tem gente tendo que procurar outros hospitais. Do jeito que está não pode ficar”, disse.

O protesto também relatou denúncias de assédio moral nos setores de Aciaria, Arames, no Laboratório Físico e Químico, Cilindros e no setor de Manutenção e Utilidades. A Gerdau de Pindamonhangaba emprega cerca de 1.800 trabalhadores na produção de laminados de aço.

O presidente Herivelto Vela

Trabalhadores do turno da tarde também aderiram ao protesto