Trabalhadores da Gerdau fazem novo protesto pela Campanha Salarial

Ato também criticou três demissões injustas, de funcionários que apenas acataram ordens da chefia; caso prova que empresa aplica jornadas de 12 horas de trabalho, o que é ilegal

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Os trabalhadores da Gerdau fizeram mais uma paralisação pela Campanha Salarial nessa quarta-feira, dia 25, e também criticaram três demissões injustas que ocorreram um dia antes na FEP/Cilindros.

A categoria cobra um reajuste salário de 4%, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho e a inclusão da cláusula de “Salvaguarda”, que prevê medidas de proteção contra a reforma trabalhista.

A direção da Gerdau realizou as três demissões na FEP alegando que elas ocorreram por causa de erros dos funcionários no apontamento de horas-extras. Mas segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, esses trabalhadores apenas acataram ordens da chefia.

De acordo com o presidente Herivelto Vela, eles foram submetidos a jornadas de 12 horas de trabalho, o que é ilegal, e a chefia ainda ordenava que eles registrassem isso de forma errada no ponto.

As duas horas que eles faziam além do limite, eles tinham que registrar em outro dia, mas como isso ocorria por mais de um dia, até no final de semana eles tinham que marcar.

“Isso prova que a fábrica aplica as 12 horas que tanto cobramos pra acabar e a direção da empresa nunca deu atenção. Inclusive falamos desse problema do ponto da FEP e também de outras áreas. Agora demitiram gente com muito tempo de casa que se dedicou ao máximo pela empresa e sofreu pra cumprir essa jornada que o chefe mandou”, disse Vela.

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Ordem vem de cima

Ainda na terça-feira, a direção da Gerdau demitiu o facilitador (coordenador) da área, mas de acordo com o vice-presidente do sindicato, André Oliveira, está claro que isso ocorria por determinação superior.

“Todo mundo sabia. A chefia falava no DDS pra fazer isso, inclusive falava que era pra não ter problema com o sindicato, que o sindicato iria cobrar mais contratações. Agora cadê a relação de confiança que a empresa vive pregando para os funcionários? Não tem. Simplesmente todo mundo tirou o corpo fora e a corda estourou no lado mais fraco. Esse é o reconhecimento que a Gerdau dá para os trabalhadores”, disse Andrezão.

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