Sindicato discute acordo nacional na Rede de Trabalhadores da Gerdau

Alto índice de acidentes e bloqueio da entrada de sindicalistas licenciados na fábrica é problema em todas as plantas

Encontro reuniu dirigentes sindicais de 8 plantas da Gerdau

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba participou nesses dias 4 e 5 de abril do 9° Encontro Nacional da Rede de Trabalhadores da Gerdau, em São Leopoldo (RS).

A atividade teve como objetivos definir estratégia de adesão ao Protocolo Nacional e o plano de ação para os próximos 12 meses. O encontro reuniu dirigentes sindicais de oito plantas: Sapucaia do Sul (RS), Charqueadas (RS), Ouro Branco (MG), Divinópolis (MG), Pindamonhangaba (SP), Sorocaba (SP), Guarulhos (SP) e Pernambuco (RE).

Pinda participou por meio do presidente Herivelto Vela e do dirigente sindical Marcos Prudente. De acordo com Vela, o grupo elaborou um quadro comparativo de cada planta abordando produto fabricado, data base, terceirizados, número de sindicalizados, piso salarial, número de acidentes em 2017, negociação de PLR, regime de turno e o diálogo com a empresa.

“Essas diferenças de data base, de piso salarial, junto com a alta rotatividade e excesso de terceirizados são empecilhos para unificar a luta, mas nossa organização é maior. Tenho certeza que esse encontro nos deixou mais fortes para conquistar melhorias para os trabalhadores”, disse Vela.

Presidente Vela e dirigente Marcos Prudente participam do encontro

Acidentes

O alto índice de acidentes de trabalho foi relatado em todas as plantas. Segundo o coordenador Nacional da Rede pela CNM/CUT, Anderson Gauer, em 2017 a Gerdau foi a siderúrgica que mais matou trabalhadores no mundo, além de que é prática da empresa maquiar esses números.

“Precisamos fazer o acordo nacional acontecer, é inadmissível essa realidade que mutila os trabalhadores por negligência da empresa. É urgente mudar essa realidade, a empresa só pensa no lucro”, disse Anderson.

Só o lucro

O coordenador do Comitê Mundial dos Trabalhadores da Gerdau, Loricardo Oliveira destacou que as ações da empresa visam apenas lucratividade. “Se uma planta não dá lucro, eles vão fechar a unidade”.

Para o dirigente, a política da Gerdau, adotada na maioria das plantas, que não permite que os dirigentes liberados entrem na fábrica é um dos maiores desafios da Rede. “É dentro da fábrica que temos que fazer a disputa.”

Fonte: Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo.

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