Sindicato conquista reintegração na Harsco, terceirizada da Gerdau

Valdir, o funcionário reintegrado Francisco, o advogado trabalhista Alison Montoani, e Celinho, em frente à Gerdau, onde está instalada a Harsco

Valdir, o funcionário reintegrado Francisco, o advogado trabalhista Alison Montoani, e Celinho, em frente à Gerdau, onde está instalada a Harsco

A Harsco, empresa terceirizada que fica instalada dentro da Gerdau, foi obrigada a reintegrar um funcionário nesta quarta-feira, dia 30, conforme sentença dada a uma ação movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT.

Francisco Martins de Barros, de 38 anos, havia sido dispensado no dia 15 de julho, mesmo tendo estabilidade de emprego garantida pela Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

“A empresa nem considerou os 11 anos em que eu me dediquei na fábrica. Hoje, meu sentimento é de muita alegria. Agradeço a Deus, aos companheiros e ao sindicato que está me colocando lá dentro de volta”, disse Francisco.

Assim que soube, o dirigente sindical na Harsco, Valdir Augusto, cobrou que a demissão fosse revertida. Segundo ele, a empresa foi intransigente e alegou que estava pagando um valor como indenização pelo tempo que o funcionário ainda teria de Cipa.

“Eles acham que podem fazer tudo, que pagando já estaria tudo certo. Não é assim. O jurídico trabalhou bem, a sentença saiu muito rápido, e com o empenho de todos conseguimos reverter.”

Segundo o advogado trabalhista do sindicato, Alison Montoani, também foi garantido o direito de Francisco se inscrever na próxima eleição da Cipa, cujo prazo termina nesta sexta-feira.

Para o secretário de Assuntos Jurídicos da entidade, Célio da Silva – Celinho, a reintegração serve de exemplo para as outras fábricas. “Foi importante paras as empresas verem que não podem simplesmente fazer o que querem, elas têm que seguir a lei”, disse Celinho.