Professores da rede estadual de Pinda fazem passeata em apoio à greve

Passeata com professores e também alunos em apoio à greve pela Campanha Salarial (Crédito: Saulo Fernandes - ValeNews)

Passeata com professores e também alunos em apoio à greve pela Campanha Salarial (Crédito: Saulo Fernandes – ValeNews)

Professores da rede estadual de Pindamonhangaba fizeram uma passeata nesta quarta-feira, dia 25, em apoio à greve que começou no dia 13 de março em todo o Estado, pela campanha salarial.

Alunos também participaram da passeata em apoio aos professores, que lutam pela campanha salarial, valorização dos professores, diminuição do número de alunos em sala de aula, melhores condições de trabalho, entre outras reivindicações.

A passeata que é organizada pela Apeoesp-CUT (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), percorreu algumas ruas da cidade e terminou em frente à delegacia de ensino.

Após o ato, aconteceu uma reunião entre o professor Welton Augusto, líder do movimento grevista, o coordenador da Apeoesp em Pinda, Gerson Jório, e a Dirigente Regional de Ensino, Gicele de Paiva Giudice.

O portal ValeNews fez um vídeo da passeata. Assista aqui.

Entenda a Greve

A CUT São Paulo emitiu nota oficial em apoio à greve dos professores. Entenda como está a greve que já completou 13 dias.

A Central Única dos Trabalhadores de São Paulo e seus sindicatos filiados expressam sua solidariedade à Apeoesp e aos professores e professoras de todo o estado, que estão na luta por sua campanha salarial.

A postura intransigente do governo Geraldo Alckmin (PSDB), que não abre diálogo à negociação, só reforça a desvalorização da categoria pela gestão estadual paulista – atitude que também afeta aos alunos, seus pais e mães trabalhadores.

Até o momento, o governo Alckmin se limitou a divulgar, por meio do Diário Oficial, que não tem recursos nem para reajuste salarial, nem para pagamento de bônus – como se os trabalhadores (as) do setor não sofressem o suficiente com os baixos salários, condições precárias de atuação e recebendo vale-refeição de R$ 8,00 em média, entre outros problemas que afetam o seguimento.

Representando 230 mil professores (as) em todo o estado, a Apeosp está lutando por aumento salarial de 75,33%, para equiparação com as demais categorias com formação de nível superior, como determina a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE).

Entre outras reivindicações, os professores (as) também querem a conversão do bônus em reajuste e a reabertura das 3.300 salas de aula fechadas no período noturno, medida arbitrária do governo estadual que prejudica, principalmente, os alunos (as) que trabalham e só podem estudar à noite.

Há, ainda, a situação enfrentada pelos quase 15 mil professores categoria “O”, com contratação temporária precária e sem os mesmos direitos que os demais trabalhadores do setor.

Sendo a educação um dos pilares para o desenvolvimento do país, a CUT São Paulo lamenta que a categoria seja tratada dessa forma, como ocorre com o conjunto do funcionalismo público, vítima do desmonte do estado pelo governo estadual paulista.

Todo apoio às professoras e professores!

fonte: Com informações do portal Vale News e da CUT São Paulo.