Produção de máquinas e eletrônicos registra crescimento

Os técnicos do Dieese Warley Soares (ABC), Caroline Gonçalves (FEM) e Igor Pinheiro (Taubaté) - foto: Mídia Consulte

Os técnicos do Dieese Warley Soares (ABC), Caroline Gonçalves (FEM) e Igor Pinheiro (Taubaté) – foto: Mídia Consulte

O quadro econômico dos setores de máquinas, equipamentos e eletroeletrônicos no País não é “catastrófico”, como os representantes patronais divulgam. A afirmação é da economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da Subseção da FEM-CUT/SP, Caroline Gonçalves, que acompanhou a apresentação da bancada patronal do Grupo 2 (que reúne os setores de máquinas e eletrônicos), na quinta-feira (14), na sede da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), na FIESP.

Os dados foram apresentados em rodada de negociação da Campanha Salarial para dirigentes da FEM-CUT/SP e sindicatos metalúrgicos filiados.

Na base da Federação, o G2 tem o maior de número de trabalhadores. São cerca de 85,3 mil de um total de 215 mil em Campanha no Estado.

Como mostrou a Abinee, neste primeiro semestre comparado com o ano anterior, a indústria eletrônica teve crescimento de 8%, destaque para equipamentos de comunicação, impulsionado pelas vendas de smatphones e tablets.

Carteira de pedidos

Outro indicador positivo foi o crescimento da compra de máquinas e equipamentos no primeiro semestre.

Dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) comprovam: a carteira de pedidos registrou aumento em junho deste ano. O crescimento foi de 0,3% em relação a maio.

Quando comparado com o mesmo mês de 2013, a carteira de pedidos apresentou melhora de 2,9%, e no acumulado do semestre totalizou crescimento de 4,7% “Dentro do quadro negativo que eles apresentam, a gente observa essa possibilidade de retomada de ritmo no segundo semestre”, explica a economista.

Combate à rotatividade

Caroline revela que um sério problema que o ramo metalúrgico enfrenta é a alta rotatividade no chão de fábrica, que é lucrativa para as empresas.

“Com a rotatividade as empresas do G2 economizaram quase R$ 40 milhões. Neste primeiro semestre, a diferença entre os salários dos admitidos e demitidos chega a 21% no setor de máquinas e 19% no Eletroeletrônico. Este é um mecanismo adotado para eles economizarem com os reajustes das campanhas salariais. O aumento pago nas Campanhas, eles economizam com a rotatividade”, explica.

Na base da FEM-CUT/SP, a rotatividade nos setores de máquinas chega a 46,6% (isso significa que para cada 100 postos de trabalho gerados, 47 foram para substituir trabalhadores demitidos) e 31,5% no elétrico/eletrônico. A média no setor metalúrgico em geral gira em torno de 32,4%.

Subsídios

O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques da Silva, (Biro-Biro) disse que os dados do G2 ajudarão a FEM a formular uma proposta de reajuste salarial compatível com a realidade dos setores. “As vendas de máquinas e eletrônicos, como televisores, vídeos, smartphones, vêm crescendo e a tendência é crescer mais neste segundo semestre. Esperamos que esses dados se revertam em um bom reajuste para os metalúrgicos da CUT no Estado de São Paulo”, finaliza.

A próxima rodada de negociação da Campanha Salarial com G2 será na quinta-feira (21), na sede da Abinee, na Fiesp, às 10h.

 

Fonte: Portal FEM-CUT/SP, redação de Viviane Barbosa