Pressão da CUT adia votação do PL 4330 da terceirização para setembro

Agora, votação está marcada para 3 de setembro. Vigília convocada pela CUT em Brasília está mantida até esta quarta-feira e reúne centenas de trabalhadores no Congresso Nacional.

 

Militância da CUT em frente ao Congresso em vigília  contra o PL 4330 da Terceirização no dia 13 de agosto. Crédito Luiz Carvalho

Militância da CUT em frente ao Congresso em vigília contra o PL 4330 da Terceirização no dia 13 de agosto. Crédito Luiz Carvalho

 

O Projeto de Lei 4.330, que precariza ainda mais a vida dos trabalhadores terceirizados e amplia a terceirização indiscriminadamente, teve a votação adiada para o dia 3 de setembro.

Com o Congresso tomado por militantes cutistas em vigília, o projeto não foi votado nesta terça-feira, dia 13, como queriam os patrões favoráveis ao texto.

Os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda Benedito Irineu, Luciano "Tremembé" e Herivelto "Vela", na Vigília da CUT em frente ao Congresso contra o PL 4330, da Terceirização

Os dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda Benedito Irineu, Luciano “Tremembé” e Herivelto “Vela”, na Vigília da CUT em frente ao Congresso contra o PL 4330, da Terceirização

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba também esteve presente para pressionar os deputados contra o projeto. Os dirigentes sindicais Benedito Irineu, Luciano “Tremembé”, e Herivelto “Vela”, foram para Brasília participar da vigília organizada da CUT.

 

O projeto, de autoria de Sandro Mabel (PMDB-GO), está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e devia ser votado dia 13 por pressão de empresários e sua bancada patronal no Legislativo, que são a favor da matéria.

O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, declarou à vice-presidência da Câmara, após a decisão da CCJC, que o adiamento servirá como estratégia para melhorar o texto, tendo em vista que a sua aprovação não representa a vontade dos trabalhadores brasileiros. “Do ponto de vista da opinião pública, esse projeto é muito ruim para a imagem do Congresso Nacional. Nossa proposta é melhorar o texto, dando garantias aos trabalhadores, ou então conseguir o seu arquivamento para início de uma nova rodada de conversas”, disse Freitas.

“Queremos fazer um debate mais apropriado, que não ofereça apenas segurança jurídica para o empresário. A regulamentação da terceirização não pode piorar a legislação que temos hoje. Com esse tempo (adiamento), esperamos que o texto merlhore e não coloque amarras nos trabalhadores, que tenha um melhor conceito de especialização, contratos de trabalho, tempo de duração do contrato com regras claras, salários dignos e decentes”, explicou o presidente nacional da CUT.

A CUT Nacional havia convocado uma vigília dos trabalhadores em Brasília para esta terça e quarta-feira contra a votação do PL. Mesmo com o adiamento conquistado, Vagner Freitas, o secretário-geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, e outros dirigentes da Executiva Nacional da CUT, além de centenas de militantes e dirigentes de todo o Brasil permanecem no Congresso Nacional e imediações. A vigília prosseguirá até esta quarta, segundo informou a secretária nacional de comunicação da CUT, Rosane Bertotti.

Com informações da CUT Nacional.