Prazo para entregar a declaração do imposto de renda começa dia 2 de março

Está obrigado a apresentar declaração quem recebeu, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 (Crédito Divulgação)

Está obrigado a apresentar declaração quem recebeu, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 (Crédito Divulgação)

Segundo publicação da Secretaria da Receita Federal do Brasil o prazo para entregar a declaração começa em 2 de março e termina em 30 de abril.

O órgão havia anunciado, no ano passado, que os contribuintes poderão fazer rascunho da declaração até 28 de fevereiro. Depois, os dados poderão ser transferidos ao formulário definitivo.

A entrega da declaração de 2015 poderá ser feita por meio do programa de transmissão Receitanet, disponibilizado no site da Receita Federal, online, para quem possui certificado digital ou por meio do serviço Fazer Declaração, para tablet e smartphone.

Está obrigado a apresentar declaração quem recebeu, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 ou rendimentos isentos – não tributáveis ou tributados somente na fonte – cuja soma seja superior a R$ 40 mil. Ainda, quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e futuros. Por fim, quem auferiu ganhos ou tem bens ou propriedade rurais de acordo com os valores estabelecidos pela Receita.

 

Para centrais, correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda é insuficiente

A presidenta Dilma Rousseff anunciou no dia 20 de fevereiro a correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física e disse que o Orçamento não tem espaço para correções maiores, como os 6,5% aprovados pelo Congresso e vetados por ela no fim de janeiro. A presidenta confirmou que o governo enviará novamente ao Congresso medida provisória com correção de 4,5%.

“Eu tenho um compromisso e vou cumprir meu compromisso, que é 4,5%. Não estamos vetando porque queremos, estamos vetando porque não cabe no Orçamento público. É assim”, explicou a presidenta. Em janeiro, ela vetou o reajuste de 6,5%, votado no Congresso.

Dirigentes das centrais sindicais consideram a correção de 4,5% insuficiente para corrigir os efeitos da inflação. “Não é o bastante para corrigir as distorções que a gente vem acumulando. Os 4,5% não corrigem, e acho que ela poderia aproveitar o momento para fazer uma redistribuição de faixas, aumentar o valor a ser corrigido”, afirma o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP, filiada à CUT), José Maria Rangel.

Mas Dilma também não negou a possibilidade de reabrir negociações. “Eu já mandei (a proposta de 4,5%) por duas vezes, vou chegar à terceira vez. Meu compromisso é 4,5%. Se, por algum motivo, não quiserem os 4,5%, nós vamos ter de abrir um processo de discussão novamente.”

Fonte: Rede Brasil Atual