Pinda conquista vaga na direção da CNM/CUT

Gilson Leandro agora é dirigente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT; Paulo Cayres foi reeleito presidente da entidade

Gilson Leandro, novo dirigente da CNM, Paylo Cayres, reeleito presidente da entidade, Herivelto Vela e Luciano Tremembé

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba participou do 10º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, que reuniu sindicalistas de todo o Brasil durante três dias em Guarulhos/SP.

Além dos debates de conjuntura e da elaboração do plano de lutas, na noite dessa quarta-feira, dia 22, ocorreu a eleição na nova direção da CNM para o mandato 2019-2023.

Pindamonhangaba conquistou uma vaga na Confederação. Gilson Leandro, dirigente sindical pela Tenaris Confab, terá a missão de participar nas discussões das demandas da categoria de todo o país.

“Com toda certeza, a importância disso hoje é de crescimento político na base, lá dentro da fábrica, e também no sindicato enquanto instituição. Pinda agora volta a ter representante na CNM, isso mostra a força do nosso sindicato. É uma conquista de todos nós”, disse.

O presidente do sindicato, Herivelto Vela, e o secretário geral, Luciano Tremembé, também participaram do congresso como delegados.

Congresso ocorreu em Guarulhos e reuniu sindicalistas de todo o país (foto Adonis Guerra)

O metalúrgico e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Paulo Cayres, foi reeleito presidente da entidade. Ele destacou o desafio de assumir o comando da entidade em uma conjuntura de ataques ao movimento sindical.

“Todos os eleitos terão que ser resistentes a este governo que retira direitos trabalhistas e sociais”, afirmou.

“E a defesa da pauta Lula livre não é apenas sobre a liberdade de um homem, é sobre um projeto de nação que defende uma sociedade igualitária e justa para todos”, completou.

Indústria 4.0

Na análise de conjuntura do dia, o futuro do trabalho e do sindicalismo no Brasil foram temas de discussão na mesa da tarde desta quarta-feira (22), durante o 10º Congresso dos Metalúrgicos da CUT.

De acordo com o economista Fausto Augusto Junior, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o movimento sindical precisa repensar o futuro do emprego e as novas relações entre capital e trabalho.

Mesa de conjuntura Política, Sindical e Econômica (foto Adonis Guerra)

“A Indústria 4.0, quarta revolução industrial, modificou o perfil do trabalhador e as formas de trabalho. Ao mesmo tempo em que os trabalhadores precisam ser mais qualificados, o novo modelo exclui e aumenta a precarização do trabalho. A “uberização” aumentou a informalidade, expôs o profissional a um ambiente mais competitivo e mais precário do que o tradicional”, disse.

O economista Adhemar S. Mineiro também participou do debate e fez um panorama sobre a instabilidade no mundo desde a crise de 2008.

“A primeira consequência foi na economia mundial que exigiu intervenção dos poderes públicos. Inclusive, posteriormente, virou uma crise acentuada nos cofres dos próprios Estados. Além disso, as questões políticas de reorganização de blocos influentes, como a América Latina, Ásia e África”, afirmou.

(Fonte: Com informações da assessoria de imprensa da CNM/CUT)

Nova direção da CNM para o mandato 2019-2023 (foto Adonis Guerra)