Paralisação na Gerdau protesta contra o acúmulo de função

Além de sobrecarregar os trabalhadores, o acúmulo de função gera erros nos salários e riscos à segurança

Trabalhadores atrasaram a entrada dos turnos em protesto aos abusos que vem sendo cometidos pela chefia no chão de fábrica

Trabalhadores atrasaram a entrada dos turnos em protesto aos abusos que vem sendo cometidos pela chefia no chão de fábrica

Os trabalhadores da Gerdau fizeram uma paralisação nessa terça-feira, dia 5, contra uma série de abusos que têm ocorrido no setor da produção, principalmente sobre o acúmulo de função, que gera erros nos salários e riscos à segurança.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT, uma das áreas com muitas reclamações é a do laminador leve, onde a chefia tem sobrecarregado os trabalhadores a várias funções e inclusive submetido alguns a continuarem operando durante o horário de refeição.

Na área de fornos elétricos, na Aciaria, operadores também estão exercendo funções mais altas sem receber o salário dessa nova função, o que fere a equiparação salarial. Também há casos de operadores de ponte rolante sem qualificação.

A manutenção da fábrica também foi alterada. Hoje há apenas um mecânico em cada área e os demais ficam na manutenção central. A medida seria para economizar com adicionais de insalubridade.

Para o secretário geral do sindicato, também futuro presidente, Herivelto Moraes – Vela, todas essas situações comprometem a segurança no local de trabalho.

“Temos um acordo de garantia de emprego, temos a garantia do reajuste deste ano, mas não iremos baixar a guarda. O sindicato está atento a esses problemas e conta com a adesão dos trabalhadores também em novos protestos que deverão ocorrer”, disse.

Durante o protesto, foi panfletado o jornal O Trabalhador – Especial Gerdau (veja aqui), com um breve histórico da luta sindical nos últimos anos e como ficará a composição dos sindicalistas da Gerdau na nova gestão da entidade.

"Não vamos baixar a guarda. O sindicato está atento a esses problemas e conta com adesão dos trabalhadores também nos novos protestos que deverão ocorrer", disse Vela

“Não vamos baixar a guarda. O sindicato está atento a esses problemas e conta com adesão dos trabalhadores também nos novos protestos que deverão ocorrer”, disse Vela