Paralisação na Gerdau de Pinda protesta contra 90 demissões

Todos os trabalhadores da zero hora aderiram ao protesto, que também teria ocorrido com o turno da manhã se a PM de Pinda não tivesse apreendido o caminhão de som do sindicato

Trabalhadores atrasaram a produção em duas horas e uma greve não está descartada

Trabalhadores atrasaram a produção em duas horas e uma greve não está descartada

Os trabalhadores da Gerdau fizeram mais uma paralisação na primeira hora dessa sexta-feira, dia 20. A categoria atrasou a produção em cerca de duas horas para protestar contra 90 demissões feitas pela direção da empresa na tarde de quinta-feira.

No dia 5, os trabalhadores já haviam feito atrasos de turno contra as demissões que pouco a pouca vem sendo aplicadas e pela recusa da empresa em negociar outras medidas para não demitir, como lay-off, férias coletivas e redução de jornada.

Nessa quinta, uma reunião com a empresa ocorreu na sede do sindicato para discutir as demissões. A direção da empresa aproveitou que toda a direção sindical da Gerdau estava na reunião para que seus facilitadores (coordenadores) fizessem 90 demissões dentro da fábrica. Já na reunião, o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT entregou o comunicado de greve à empresa.

“Todos os trabalhadores aderiram à paralisação de duas horas, novos protestos devem ocorrer e uma greve não está descartada. A Gerdau também não garante que as demissões parem por aí”, disse Renato Marcondes – Mamão, presidente do sindicato.

Efetivo da Polícia Militar na paralisação, que foi pacífica; mesmos policiais montaram uma blitz depois do movimento e apreenderam o caminhão de som

Efetivo da Polícia Militar na paralisação, que foi pacífica; mesmos policiais montaram uma blitz depois do movimento e apreenderam o caminhão de som

Uma nova paralisação estava programada para a manhã dessa sexta-feira, mas não foi possível, pois o caminhão de som da entidade foi apreendido pela Polícia Militar de Pindamonhangaba. Logo após a paralisação, os mesmos policiais que estavam na portaria da fábrica fizeram uma blitz na estrada estadual SP-62 (antiga Rio-São Paulo), que é rota entre a fábrica e a sede do sindicato. Os policiais alegaram que a placa do veículo não estava legível, o que não procede segundo o sindicato, que vai recorrer da multa.

“A gente quer acreditar na imparcialidade da polícia, mas assim fica difícil. Será que a fábrica não tem nada a ver com isso?”, disse Mamão.

A Gerdau de Pinda hoje emprega cerca de dois mil trabalhadores na produção de laminados a aço.

Foto da placa do caminhão do sindicato no momento da blitz, sem edição

Foto da placa do caminhão do sindicato no momento da blitz, sem edição

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Comentários

  1. Cleomar Antonio dos Santos disse:

    Depois que a Gerdau assumiu a Villares está claro que o RH principalmente com esse gerente que esta aí, utiliza o Downsizing é umas das técnicas Administração contemporânea.Simplificando “ferro no trabalhado” (algo como “dar a volta” no sentido de revirar a empresa), baixando seus custo, com salários baixos.