Movimentos sociais formalizam unidade para ir às ruas em defesa do plebiscito da reforma política

(Crédito Dino Santos)

(Crédito Dino Santos)

Escrito por: Luiz Carvalho

Em quatro dias de Plenária Nacional da CUT, dirigentes sindicais e convidados do encontro falaram em vários momentos sobre a importância da reforma política para destravar as demais reformas. E em todas as ocasiões, o discurso de que o atual sistema político chegou ao limite foi ponto comum.

Nesta quinta-feira (31), o assunto foi tema principal de uma mesa que reuniu lideranças de 10 organizações da secretaria operativa do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Apenas uma entidade, a Coordenação dos Movimentos Populares (CMP) não pode comparecer.

O plebiscito foi uma resposta da presidenta Dilma Rousseff às manifestações de junho de 2013 que cobraram mudanças na política. A proposta acabou engavetada por pressão do atual Congresso e de setores conservadores que não querem a ampliação da democracia.

Em defesa da proposta, entre os dias 1º e 7 de setembro, os movimentos sociais irão às ruas para que os brasileiros respondam se são favoráveis a uma constituinte do sistema político. A expectativa é reunir 15 milhões de votos em defesa da campanha, cinco milhões a mais do que o plebiscito que derrubou o projeto de Área de Livre Comércio das Américas (Alca) arrecadou em 1994.

Ciente de sua responsabilidade, a CUT assumiu o compromisso de colocar a militância em defesa da consulta popular e disponibilizar uma urna em cada local de trabalho. Para o presidente da Central, os trabalhadores chegaram ao governo, mas estão longe de ter o poder.

“O Estado que está aí não é o que queremos. Os poderes ainda estão nas mãos da burguesia, porque não mexemos nas estruturas e a presidenta Dilma Rousseff depende da capacidade que o movimento sindical tem de ir para a rua dar sustentabilidade à convocação do plebiscito. Aí teremos condição de fazer a luta ideológica com eles (referindo-se aos partidos e forças conservadoras) e discutir com a opinião pública quem está certo”, explicou aos mais de 600 delegados da plenária.

Muitas das lideranças de entidades juvenis que protagonizaram as manifestações de junho participam da campanha, como o Levante Popular, representado pelo militante Ronaldo Schaeffer, que apontou a importância da CUT mobilizar suas bases.

“Não podemos voltar ao neoliberalismo, mas também não podemos nos contentar com a política que o governo está tentando implantar. A CUT é o que faz a burguesia tremer”, disse.

 

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Fonte: Portal CUT Nacional