Mais de 40 mil pessoas lotam as ruas de SP na 8ª Marcha da Classe Trabalhadora

Crédito da foto: Roberto Parizotti

Crédito da foto: Roberto Parizotti

Trabalhadores e trabalhadoras de todas as categorias e de todas as regiões do país tomaram as ruas de São Paulo nesta quarta-feira, dia 9, na 8ª Marcha da Classe Trabalhadora convocada pela CUT e demais centrais sindicais.

A manifestação durou quase quatro horas – entre a concentração na praça da Sé até o final da passeata, com ato no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na avenida Paulista – e reuniu 40 mil pessoas, em defesa da pauta da classe trabalhadora (e a velha e preconceituosa mídia “viu” um público que não passou de 10 mil…).

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT esteve presente com sua comitiva, da qual também fizeram parte dirigentes do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Vale do Paraíba.

Direção de Pinda na concentração da 8ª Marcha da Classe Trabalhadora, na praça da Sé

Direção de Pinda na concentração da 8ª Marcha da Classe Trabalhadora, na praça da Sé

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Reportagem TVT

09.04.14 TVT - 8ª Marcha da Classe Trabalhadora

Luta: 8ª Marcha da Classe Trabalhadora reúne 40 mil em São Paulo

A Marcha, mais uma vez, demonstrou a capacidade de mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras. Na Praça da Sé, marco zero da capital paulista, o presidente da CUT, Vagner Freitas, deixou claro aos candidatos: quem deseja o voto dos trabalhadores, precisa defendê-los.

O dirigente apontou que, apesar de não ter caráter partidário, a manifestação cobrou daqueles que disputarão as eleições deste ano comprometimento com a agenda sindical. No encerramento da Marcha, no vão livre do MASP, na avenida Paulista, ele lembrou que a pauta da elevação dos juros já perdeu nas urnas.

“Aumentar a taxa Selic para controlar a inflação é coisa do passado, derrotada nas últimas eleições. É preciso entender que não há desenvolvimento sem atender a pauta dos trabalhadores e desenvolvimento não significa apresentar números de superávit, mas melhorar a qualidade de vida do povo”, disse Vagner.

Ele também ironizou quem previu a divisão das centrais – “a mídia, que apostou em nosso racha, quebrou a cara” – e afirmou que as mobilizações crescerão, se o governo não responder às reivindicações.

“É muita gente aqui para os governos não atenderem e mostrarmos que, mais uma vez, prevaleceu nossa unidade. A mesma que unificou CUT, Força e UGT para eleger o companheiro João Felício (Secretário Internacional da Central) como presidente da CSI (Central Sindical Internacional). Não há movimento mais organizado que o brasileiro. Se não formos atendidos, faremos manifestações maiores que essa”, alertou.

As centrais já solicitaram uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para entregar a “Agenda da Classe Trabalhadora para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”, construída em 2010, durante ato unificado das centrais no estádio do Pacaembu, e atualizada com as demandas de 2014.

O documento também será apresentado aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho.

 

Pauta unitária das Centrais sindicais

– Manutenção da política de valorização do salário mínimo;

– Redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário

– Fim do fator previdenciário

– 10% do PIB para a educação

– 10% do Orçamento da União à saúde

– Reforma agrária e agrícola

– Regulamentação da Convenção 151 da OIT (Negociação coletiva no setor público)

– Combate à demissão imotivada, com aprovação da Convenção 158 da OIT

– Igualdade de oportunidades e de salários entre homens e mulheres

– Valorização das aposentadorias

– Redução dos juros e do superávit primário

– Correção e progressividade da tabela do Imposto de Renda

– Não ao Projeto de Lei 4330, da terceirização

– Transporte público de qualidade

– Fim dos leilões do petróleo

 

Com informações da CUT Nacional e da CNM/CUT.

 

Veja reportagem completa:

Classe trabalhadora toma as ruas de São Paulo em defesa de sua pauta