Greve na Martifer chega ao segundo dia

Trabalhadores rejeitam proposta da empresa em assembleia e decidem permanecer em greve

Trabalhadores rejeitam proposta da empresa em assembleia e decidem permanecer em greve

 

Os trabalhadores da Martifer aprovaram em assembleia na manhã dessa terça-feira, dia 5, a permanência da greve pela falta de uma estrutura de cargos e salários, que chega ao seu segundo dia.

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT, Herivelto Moraes, o “Vela”, a direção da Martifer até chegou a apresentar uma proposta para corrigir os desvios de função, mas ela não foi suficiente para a categoria, que rejeitou a proposta em assembleia. “São meses de promessas que não se cumprem. Agora a categoria exige uma ação concreta da empresa”, disse Vela.

O presidente do sindicato, Renato Marcondes, o “Mamão”, ressalta que a estrutura de cargos e salários é uma reivindicação antiga da categoria e informa que outros itens também estão sendo negociados, como a redução do custo do plano médico.

A Martifer fica localizada na avenida Luiz Dumont Villares, no Distrito de Moreira César, e emprega cerca de 200 trabalhadores na construção de estruturas metálicas.

 

Saiba Mais. Esta é a segunda greve deflagrada na Martifer em sete meses. Segundo o secretário de Comunicação do sindicato, Benedito Irineu, membro da CNM/CUT (Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT), em agosto de 2012, a Martifer já dizia que faria a correção dos desvios de função. “Primeiro ela pediu um prazo de três meses, depois pra prorrogar esse prazo e até agora não resolveu os erros nos salários”, disse Irineu.

 

Direção do sindicato apresenta proposta da empresa para os trabalhadores

Direção do sindicato apresenta proposta da empresa para os trabalhadores