Greve de 2 dias conquista reajuste salarial na Incomisa

Negociação com a bancada patronal continua travada, mas na Incomisa o reajuste já está garantido – o que faltou de 2015 e o deste ano

Assembleia aprova proposta que pôs fim à greve pela quebra de acordo do reajuste de 2015 e pelo reajuste deste ano

Assembleia aprova proposta que pôs fim à greve pela quebra de acordo do reajuste de 2015 e pelo reajuste deste ano

Os trabalhadores da Incomisa aprovaram nessa quarta-feira, dia 26, a proposta de reajuste da Campanha Salarial e puseram fim em uma greve de dois dias.

A empresa irá pagar o reajuste pendente do ano passado e também o reajuste deste ano. Os trabalhadores receberão 8% na folha de pagamento de novembro (sendo 6% deste ano e 2% referente a 2015) e mais 3,62% em fevereiro.

Um dos motivos da greve foi a empresa não ter cumprido o acordo firmado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba. Nessa mesma assembleia já foi aprovado um comunicado de greve caso a empresa não aplique o reajuste de fevereiro.

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Segundo o presidente do sindicato, Herivelto Moraes – Vela, antes do início do movimento não havia nenhuma proposta de reajuste e ainda não há essa condição nas negociações com o sindicato patronal do Grupo 8 (Trefilação, Laminação, entre outros) que representa a empresa.

“Se não fosse a mobilização não teria nada. A negociação estava travada assim como estão as reuniões na Fiesp. E essa greve também contribui para pressionar os patrões lá. Parabéns aos trabalhadores pela união durante toda a greve”, disse Vela.

Após dois anos sem PPR (Programa de Participação de Resultados), os trabalhadores também receberão um abono como compensação, e seu pagamento foi antecipado de junho para novembro.

Os dias parados serão abonados. Essa é a primeira greve deflagrada na Incomisa, que emprega 320 trabalhadores na fabricação de estruturas metálicas.

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