Final de semana teve “Fora Temer” em todo o Brasil

Em Pinda, grupo fez protesto na praça da Cascata; em SP, mais de 100 mil manifestantes lotaram a Avenida Paulista

Grupo de manifestantes após passeata que saiu da praça da Cascata e percorreu ruas do centro de Pinda (foto Divulgação)

Grupo de manifestantes após passeata que saiu da praça da Cascata e percorreu ruas do centro de Pinda (foto Divulgação)

Milhares de pessoas foram às ruas nesse final de semana para expressar sua indignação ao golpe de Estado e ao povo brasileiro consolidado no País no último dia 31, com a conclusão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente por 54 milhões de brasileiros, e a posse do golpista Michel Temer (PMDB/SP) à presidência da República.

Em Pinda, um protesto organizado por coletivos de juventude durou três horas no sábado, dia 3. O ato começou às 10h na praça Monsenhor Marcondes, a praça da Cascata, e depois seguiu em passeata pelas ruas do centro da cidade, até às 13h.

Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT também participaram do protesto. O presidente, Herivelto Vela, parabenizou os jovens pelo engajamento político.

“São jovens politizados que fazem uma discussão política séria e têm disposição para fazer a luta. Deram um exemplo de mobilização. A reivindicação deles é a mesma que a nossa, é contra a retirada de direitos, contra essas mudanças na aposentadoria, contra a terceirização e contra a flexibilização da CLT”, disse Vela.

Ato histórico em SP

Ato histórico tomou a Avenida Paulista neste domingo (foto Mídia Ninja)

Ato histórico tomou a Avenida Paulista neste domingo (foto Mídia Ninja)

Protestos foram organizados em vários estados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, formadas por entidades dos movimentos sociais, entre elas, a CUT. No domingo, em São Paulo, ocorreu um dos maiores, que contou com participação maciça de jovens. Mais de 100 mil manifestantes lotaram a Av. Paulista e seguiram em caminhada até o Largo da Batata.

No fim do ato, quando grande parte das pessoas já começava a se dispersar, a Polícia Militar entrou em confronto com manifestantes.

Antes da manifestação começar, 27 pessoas haviam sido detidas em dois pontos distintos da cidade. Elas foram conduzidas ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Segundo advogados que acompanham o caso, a Polícia ainda não apresentou as razões pelas quais as detenções foram realizadas, apenas afirmam que eles se dirigiram ao ato realizado na Paulista.

Querem assustar as pessoas

Em entrevista à Rede Brasil Atual, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) apontou que São Paulo está virando o centro da resistência contra o governo Temer. “A direita dizia que aqui era deles, e o que estamos vendo são passeatas quase que diárias. A Polícia Militar, do governo Alckmin, está organizado com Temer, porque a gente sabe que o Alexandre Moraes, ministro da Justiça, era o secretário de Segurança de São Paulo, então, todos eles querem na verdade assustar as pessoas”, disse Lindbergh.

*com informações de Brasil de Fato e Rede Brasil Atual.

Paulista tomada por manifestantes, muito diferente dos "pequenos grupos de 40, 50 pessoas" ditos por Temer (foto Marcia Minillo-RBA)

Paulista tomada por manifestantes, muito diferente dos “pequenos grupos de 40, 50 pessoas” ditos por Temer (foto Marcia Minillo-RBA)