FEM e bancada patronal do G2 continuam negociação no dia 11

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda, Renato Marcondes - "Mamão", a secretária da Mulher da FEM, Andréa Souza, e o presidente da FEM, Walmir Marques - "Biro Biro" (Crédito Mídia Consulte)

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pinda, Renato Marcondes – “Mamão”, a secretária da Mulher da FEM, Andréa Souza, e o presidente da FEM, Walmir Marques – “Biro Biro” (Crédito Mídia Consulte)

A Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) e a bancada patronal do Grupo 2 continuaram na terça-feira, 3 de setembro, o debate sobre a melhoria nas cláusulas sociais referentes às mulheres metalúrgicas e jovens. A rodada aconteceu no Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de São Paulo (Sinaees), na FIESP. Estão em Campanha cerca de 75,5 mil metalúrgicos nas fábricas do G2 na base da FEM no Estado. O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba esteve presente.

A reunião do Grupo 8, que estava prevista para ocorrer no mesmo dia, foi cancelada.

Dirigentes de Pinda: Francisco Sampaio, Marcio Fernandes e Renato Mamão participaram da reunião, na sede do Sinaees (Crédito Mídia Consulte)

Dirigentes de Pinda: Francisco Sampaio, Marcio Fernandes e Renato Mamão participaram da reunião, na sede do Sinaees (Crédito Mídia Consulte)

A bancada patronal, coordenada pelo assessor jurídico Fernando Carnavan, sinalizou a possibilidade de avançar nas seguintes cláusulas propostas pela FEM: plano de ascensão profissional para as mulheres, que propõe que a empresa elabore um plano de carreira de modo a garantir expressamente que a mulher possa alcançar cargos superiores na estrutura hierárquica da empresa, podendo chegar à gerência e direção; período de amamentação após a licença maternidade e garantia ao empregado estudante, que possibilite que ele ausente-se até quatro vezes por ano para prestar exames vestibulares.

O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques, Biro Biro, disse que há possibilidade de a bancada do G2 avançar nestas cláusulas. “O debate hoje foi bastante exaustivo, mas continuaremos a pressão para que o G2 e os demais setores patronais avancem”, informa.

Próximas rodadas

A FEM e a bancada do G2 voltam a reunir na próxima semana, no dia 11 de setembro, às 15h, na sede do SINAEES. A ideia nesta rodada é fechar o debate das cláusulas sociais e avançar nas questões econômicas.

Nesta quarta-feira, dia 4 de setembro, a Federação não terá negociações. Na quinta e sexta-feira, a FEM continuará as rodadas com os Grupos 3, no Sindipeças, 8 e 10, na FIESP. Nestes grupos patronais a FEM continuará o debate das cláusulas sociais.

 

Principais reivindicações da FEM-CUT/SP

As reivindicações são a reposição integral da inflação, o aumento real no salário, a valorização nos pisos salariais, a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário e a ampliação e unificação de direitos em Convenção Coletiva de Trabalho. A Campanha Salarial da FEM tem pauta cheia, ou seja, serão negociados com os patrões a renovação, a melhoria e a ampliação das cláusulas econômicas (aumento salarial e pisos) e sociais.

Confira a abaixo os setores metalúrgicos da base da FEM em Campanha:

Data-base: 1º de setembro

Grupo 2 (máquinas e eletrônicos)

Total:75.500

Grupo 3 (autopeças, forjaria, parafusos)

Total: 51 mil

Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros)

Total: 36 mil

Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico entre outros)

Total: 35 mil

Estamparia

Total: 4.000

Fundição

Total: 4.000

Total: 205,5 mil metalúrgicos em Campanha

 

Fonte: Portal FEM-CUT/SP, por Viviane Barbosa – Assessora de Imprensa e Comunicação