FEM-CUT/SP e G8 debatem cláusulas sociais novas

2ª Rodada de negociação FEM e G8 - foto Viviane Barbosa-Mídia Consulte

2ª Rodada de negociação FEM e G8 – foto Viviane Barbosa-Mídia Consulte

A importância em avançar nas cláusulas novas foi o destaque da segunda rodada de negociação da Campanha Salarial entre a FEM-CUT/SP e a bancada do Grupo 8 (trefilação, laminação de metais ferrosos; refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários entre outros), ocorrida na tarde de segunda-feira (10), na sede do Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel), na FIESP.

Do total de 200 mil metalúrgicos em Campanha na base da FEM no Estado de São Paulo, 21% trabalham nas empresas ligadas aos setores do G8.  Segundo o presidente da FEM, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, a rodada foi boa, houve um respeito à mesa de negociação. “Isso é importante para que a gente possa ao longo do tempo ir construindo uma Convenção Coletiva de Trabalho interessante com avanços para os trabalhadores”, relata.

Do rol de cláusulas novas apresentadas, a que trata sobre o Cipeiro que atua na Comissão Interna de Prevenção de Acidente (CIPA) na fábrica teve forte apelo por parte da FEM.

O verdadeiro cipeiro, apoiando pelo sindicato, tem um papel fundamental na prevenção de acidentes, ele chega a ser mais eficaz do que o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho dentro da empresa, porque está no local do trabalho, percebe quais são os problemas que poderão causar um acidente ou que estão na eminência de causá-lo.

No entanto, em diversos momentos o cipeiro não têm um horário disponível para fazer o seu trabalho preventivo, então uma das reivindicações da Federação é que seja estabelecido um tempo suficiente.

A FEM reivindica que a empresa possa conceder 2 horas por dia para que o cipeiro faça esse trabalho preventivo, que é muito importante para a empresa e para os trabalhadores de uma forma geral.

“As partes reconhecem a importância das CIPAs nos locais de trabalho, mas infelizmente as empresas não tratam como deveriam. Nós queremos estabelecer que os cipeiros possam atuar naquilo que é sua função que é de prevenção”, relata Luizão.

O assessor jurídico da FEM, Raimundo Oliveira, explica que também completam as reivindicações sobre a cláusula do Cipeiro: que as empresa com menos de 20 empregados tenham pelo menos um representante dos trabalhadores para cuidar do ambiente de segurança no trabalho, bem como possam liberar os membros da CIPA para fazer curso específicos sobre o tema no Sindicato. E quando houver uma Campanha de Prevenção de Acidentes — hoje previstas em Lei uma vez por ano — que não sejam elaboradas só pelo empregador mas em conjunto com o sindicato dos trabalhadores.

Negociação continua no dia 20

A importância desta cláusula, bem como as demais da pauta da FEM voltarão a ser negociadas com a bancada do G8, coordenada pelo assessor Valdemar Andrade, no próximo dia 20 de agosto, às 14h, na sede do Sicetel, na FIESP.

A próxima rodada com o G2 está agendada para, o dia 20, às 10h, na sede do Sinaees,na FIESP.

Rodadas desta semana
Nesta quarta-feira (12), continua a negociação da FEM com o Grupo 3, às 10h, na sede do Sindipeças; Fundição na sede do Sifesp, às 13h30, e com a Estamparia, às 15h, no Siniem, na FIESP.
Na sexta-feira (14) as rodadas previstas com G8 e G2 foram canceladas, sendo transferidas para o dia 20, mantendo-se, por enquanto, a Estamparia às 9h30h, na sede do Siniem, na FIESP. O calendário de rodadas está sujeito a alterações.

Fonte: Viviane Barbosa, Assessora de Imprensa da FEM-CUT/SP