FEM-CUT/SP assina Convenções Coletivas de Trabalho com Grupo 10 e Sicetel

Para o secretário geral, Adilson Faustino, o Carpinha, apesar da conjuntura política e econômica difícil, a avaliação da Campanha Salarial é positiva

Assinatura CCT com Sicetel (Foto Nayara Striani)

Assinatura CCT com Sicetel (Foto Nayara Striani)

A Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT/SP) assinou nessa quinta-feira, dia 19, as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) com os sindicatos patronais ligados ao Grupo 10 e com o Sicetel (Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de metais ferrosos), que em Pinda envolve as empresas Gerdau, Novametal, entre outras. As assinaturas foram na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Para o Secretário Geral da Federação, Adilson Faustino, o Carpinha, a Campanha Salarial deste ano foi positiva. “Tivemos avanços importantes na nossa Convenção Coletiva de Trabalho e acredito que isso foi possível pela unidade que temos com os Sindicatos filiados. Agora, com essa mesa permanente de negociação, teremos uma nova dinâmica para nossos debates, estou muito otimista e satisfeito”, afirma o secretário.

A FEM já assinou as CCTs com sindicatos patronais ligados ao  Grupo 8 (refrigeração, equipamentos ferroviários, rodoviários, artefatos de materiais não ferrosos, esquadrias, construções metálicas, artefatos de ferro, metais e ferramentas em geral), Grupo 2 (máquinas e eletrônicos), Estamparia,  Fundição, Forjaria e Parafusos.

A CCT da FEM tem a vigência de 1 ano e as cláusulas econômicas e sociais valerão até 31 de agosto de 2016.

Reajuste

Os salários dos metalúrgicos serão reajustados no valor 9,88% (reposição integral da inflação do período da data-base da categoria metalúrgica, 1º de setembro) que será pago em duas parcelas.

O presidente da FEM-CUT/SP falou que, mesmo diante de uma conjuntura bastante conturbada, foi um avanço chegar ao entendimento e celebrar as CCTs com a maioria dos grupos patronais.

“As discussões das cláusulas sociais não se encerram com a assinatura das Convenções. Estabelecemos um processo de negociação permanente, que vai nos permitir debater as cláusulas sociais, promovendo mais avanços”, conta o sindicalista.

Sem avanço

Até o momento, não houve avanço nas negociações com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e com o Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais não ferrosos do Estado de são Paulo (Sindicel).

(Foto Nayara Striani)

(Foto Nayara Striani)