Campanha Salarial: Patrões se recusam a discutir estabilidade

Tema central este ano é a manutenção dos postos de trabalho; Grupo que representa a Gerdau ainda não participou de nenhuma reunião

Reuniões virtuais da campanha, com participação do Luciano Tremembé, Nilson e Pepeo

A Campanha Salarial 2020 dos Metalúrgicos da CUT tem como tema central a manutenção dos postos de trabalho no período de pandemia, ao menos por parte dos representantes dos trabalhadores, que tentam o todo custo levantar essa pauta. Porém, os patrões se recusam a conversar sobre o assunto.

A FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT) realizou mais reuniões virtuais com as bancadas patronais, nos dias 29 e 30 de julho, dessa vez com representantes do Grupo 8-3 e do G2.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba participou com os dirigentes Nilson Conceição, Marcelo Pepeo, que são membros da FEM, e com o vice-presidente do sindicato Luciano Tremembé.

“É importante deixar claro que, primeiramente, estamos discutindo vidas. Tudo ainda é novo, mas temos um grupo de trabalho lutando pra manter e melhorar as cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho nesse sentido e pra gente superar esse momento da melhor forma possível”, disse Tremembé.

A bancada do Sicetel, que representa a Gerdau, ainda não aceitou participar de nenhuma reunião.

O presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos Dias

O presidente da FEM-CUT, Luiz Carlos Dias, o Luizão, conta que os empresários se recusam a discutir a estabilidade.

“Os patrões brasileiros são insensíveis à pandemia e não querem discutir a manutenção de empregos. Mesmo com aprovação pelo Congresso de medidas que permitem instrumentos para manter a estabilidade neste período, a maioria do empresariado se recusa a conversar sobre o tema”.

“Na prática eles querem jogar nas costas do trabalhador, somente do trabalhador, o prejuízo de toda a crise, mesmo tendo instrumentos que permitam reduzir jornada, suspender contrato, fazer acordo de layoff, de banco de horas”, denunciou.

Ainda segundo Luizão, entre as discussões que evoluíram está a criação de um protocolo para todas as empresas metalúrgicas sobre condições sanitárias, de higiene, saúde e segurança.