Campanha Salarial: FEM-CUT/SP vai propor inclusão de Vale-Cultura para as bancadas patronais

Reunião com a ministra Marta Suplicy na sede da FEM, em São Bernardo do Campo (Crédito: Adonis Guerra)

Reunião com a ministra Marta Suplicy na sede da FEM, em São Bernardo do Campo (Crédito: Adonis Guerra)

O presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques da Silva, Biro-Biro, afirmou nesta segunda-feira (7) que a iniciativa do Ministério da Cultura (MinC) na implantação do Vale-Cultura é muito interessante para os trabalhadores e vai propor nas negociações da Campanha Salarial da categoria a inclusão na pauta. A data-base do ramo metalúrgico cutista é 1º de setembro. As negociações com os setores metalúrgicos devem iniciar nas próximas semanas. “Estamos em Campanha Salarial e vamos propor para as seis bancadas patronais, da nossa base (são 215 mil trabalhadores no estado de São Paulo), a inclusão do Vale-Cultura como cláusula social”, afirmou Biro-Biro.

A declaração foi feita durante reunião com a ministra Marta Suplicy à sede da FEM, em São Bernardo do Campo (ABC paulista), onde apresentou a política do Vale-Cultura para a Direção da FEM, dirigentes dos sindicatos metalúrgicos filiados no Estado e representantes das bancadas patronais.

 

Alimento para a alma

Ela abordou os primeiros resultados do programa que oferece R$ 50, por mês, em cartão pré-pago, oferecido por empresas a trabalhadores com carteira assinada. O cartão pode ser usado para consumo de bens culturais: livros, jornais, revistas, ingressos em espetáculos teatrais, cinemas entre outros. “Vocês são um ramo forte e tem potencial para conquistar este importante benefício para os trabalhadores. A cultura é um alimento para a alma”, explanou durante coletiva à imprensa.

 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, que participou da reunião, disse que o programa já começou a ter repercussão na nossa categoria. “Vamos trabalhar fortemente para implementar o benefício do Vale-Cultura. Essa reunião de trabalho é para entender melhor o conjunto de benefícios junto com representantes dos trabalhadores, do Ministério da Cultura, RHs e negociadores patronais. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a FEM são produtores de cultura e é importante oferecer novas vivências aos trabalhadores, já que a cultura é fundamental na formação do indivíduo”, frisou.

 

Vale-Cultura

A política atende preferencialmente trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos. É necessária a adesão de empregados e empregadores. As empresas tributadas com base em lucro real podem deduzir até 1% do Imposto de Renda (IR) devido. Tanto estas empresas como as tributadas por lucro presumido e simples não têm encargos trabalhistas quando oferecem Vale-Cultura. O benefício não majora carga tributária.

Representações de grupos patronais da categoria dos metalúrgicos, dos comitês sindicais de empresas montadoras (indústria automobilística) ouviram palestra da ministra.

 

Fonte: Viviane Barbosa, da Redação da FEM, e Montserrat Bevilaqua, assessora da Ministério da Cultura (última atualização às 20h39)