Campanha Salarial: FEM-CUT/SP realiza primeira rodada com G8

Grupo 8, de trefilação e laminação, se reagrupa e vem para as negociações com sua formação original

Primeira rodada de negociação do G8, que engloba empresas de trefilação, laminação, entre outros (Foto: Marina Selerges)

Primeira rodada de negociação do G8, que engloba empresas de trefilação, laminação, entre outros (Foto: Marina Selerges)

Na manhã desta quarta-feira os dirigentes da FEM-CUT/SP realizaram a primeira rodada de negociação da Campanha Salarial 2016 com os sindicatos patronais que compõe o grupo 8. Os sindicatos que foram dissidentes no ano passado se reagruparam e o grupo 8 vem com a sua formação original.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Herivelto Moraes – Vela, e o dirigente Marcelo Bitencourt – Pepeo, também participaram.

“Esse reagrupamento foi um ponto importante para nós. Na semana passada tivemos o retorno do Sindipeças ao G3 e agora o Sicetel, que é da Gerdau, e o Sindicel, que é da Novelis, estão novamente no Grupo 8. Isso contribui para que se consiga dar andamento na negociação. Não é um debate fácil, mas com persistência a gente vai conseguindo fazer a luta sindical. Não podemos deixar que tirem nossos direitos adquiridos”, disse Pepeo, que também é dirigente da FEM-CUT/SP.

Luizão, presidente da FEM-CUT/SP; à direita, Marcelo - Pepeo, dirigente de Pinda e também da federação (foto: Marina Selerges)

Luizão, presidente da FEM-CUT/SP; à direita, Marcelo – Pepeo, dirigente de Pinda e também da federação (foto: Marina Selerges)

A bancada dos trabalhadores aproveitou este encontro para desconstruir a pauta patronal, que foi entregue aos trabalhadores no último dia 07 de julho. “Deixamos claro a impossibilidade do congelamento dos salários por 3 anos e percebemos que nem houve resistência do setor patronal”, explicou Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, presidente da FEM-CUT/SP.

Luizão destaca que esta rodada foi importante para descontruir a lógica de debatermos, inicialmente, a pauta patronal. “Essa rodada colocou as coisas no curso normal que é tratar a questão dos trabalhadores e as outras demandas a negociação permanente dá conta”, finalizou.

A data-base dos metalúrgicos do estado de São Paulo é 1º de setembro. A Campanha Salarial 2016 – Sem pato, sem golpe, por mais empregos e direitos tem 5 eixos principais: não à terceirização e à perda de direitos; estabilidade e geração de empregos; reposição integral da inflação mais aumento real, valorização dos pisos e jornada semanal de 40 horas.

Fonte: Com informações da agência de notícias da FEM-CUT/SP.