Após protestos, Tenaris Confab aceita programa para evitar demissões

Primeira adesão de Pinda ao PPE – Programa de Proteção ao Emprego vai evitar mais de 200 demissões e garantir emprego por seis meses

Assembleia na Confab Tubos que aprovou adesão da empresa ao PPE (foto Gilson Leandro - Chupeta)

Assembleia na Confab Tubos que aprovou adesão da empresa ao PPE (foto Gilson Leandro – Chupeta)

Após meses de reivindicação e protestos contra demissões, foi aprovada em assembleia na tarde dessa segunda-feira, dia 13, a adesão da Tenaris Confab ao PPE – Programa de Proteção ao Emprego. A medida é a primeira da cidade e vai evitar mais de 200 demissões.

O PPE é um programa do Governo Federal que surgiu a partir de reivindicações do movimento sindical. Criado há quase um ano, já preservou 40 mil empregos. A empresa aplica redução de jornada e a metade do que essa redução iria refletir no salário é paga pelo governo. No caso da Confab, a jornada de trabalho dentro de um mês, com folgas às sextas e sábados, terá uma redução de 27% e a redução nos salários será em média de 12,5%.

Em fevereiro, houve paralisações da categoria contra demissões. Apenas após os protestos, a direção da empresa aceitou abrir negociação sobre o PPE.

Na avaliação do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba-CUT, a medida é amarga, mas necessária, pois de imediato irá evitar mais de 200 demissões, que são o excedente que a empresa afirma ter hoje, e dará garantia de emprego aos que estiverem no programa enquanto ele durar.

O PPE tem prazo inicial de seis meses, podendo ser interrompido caso a produção retome e também prorrogado, se necessário. Cerca de 700 trabalhadores estarão dentro do programa, que são trabalhadores horistas, do setor produtivo, na Confab Tubos, Tenaris Coating e Hastes de Bombeio.

Os funcionários mensalistas, que são do setor administrativo, estão desde abril no Work-Sharing, outro modelo de redução de jornada.

Para entrar em vigor na Confab, o PPE ainda precisa ser aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O prazo previsto é dia 1º de julho.

Em fevereiro, houve paralisações em protesto contra demissões

Em fevereiro, houve paralisações em protesto contra demissões

Os funcionários que estiverem afastados por motivo de saúde ou de férias não terão redução de salário enquanto estiverem afastados.